O Ministério da Educação divulgou, nesta semana, os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o Ideb, 2017. Apesar dos índices regulares no Ensino Fundamental, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, não atingiram as metas projetadas pelo governo Federal para o terceiro ano do Ensino Médio.
Na opinião da doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Verônica Branco, esses resultados refletem baixa qualidade do Ensino Fundamental.
“Os jovens já sobem com uma deficiência muito grande dessas quatro séries, da sexta à nona, que dificultam para eles caminharem no Ensino Médio, também”.
Segundo os Dados do Sistema Nacional de Avaliação Básica, Saeb, cerca de 70% dos alunos que finalizaram o Ensino Médio no Brasil tiveram resultados insuficientes para português e matemática. Apenas 4% dos alunos teve um resultado adequado.
Para o gerente-executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Márcio Guerra, um dos maiores problemas da Educação Básica é a falta de associação da teoria à prática. Guerra explica que os jovens têm dificuldade em aplicar o conhecimento adquirido e que a aprovação da Nova Base Comum Curricular, em 2017, é um importante passo para uma melhor preparação para o mundo do trabalho.
“Com essa nova forma de organização curricular, nós temos uma grande chance de melhorar essa conexão com o mercado de trabalho, ou seja, é uma educação mais leve, ágil e direta e que leva a situações que o jovem consiga fazer a transposição do conhecimento do que acontece na sala de aula com o que acontece no mercado de trabalho.”
No nono ano do Ensino Fundamental, nenhum estado da região Sul atingiu o índice projeto pelo MEC. O Paraná registrou taxa de 4,9, abaixo da meta projetada de 5.1. O Rio Grande do Sul tinha como objetivo alcançar a pontuação 5.3, mas ficou com 4.6. Santa Catarina ficou com o Ideb 5.2, enquanto a meta era 5.7.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes