Brasil - undefined·30 de dezembro de 2018

Região Sul coleta apenas 42% do esgoto produzido

<p style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:6.0pt;margin-left:0cm;&#10;text-align:justify;line-height:150%;background:white"><i style="mso-bidi-font-style:&#10;normal"><span style="font-size:10.0pt;line-height:150%;font-family:&quot;Arial&quot;,sans-serif;&#10;color:#17394D">Santa Catarina apresenta os piores &iacute;ndices na &aacute;rea de saneamento b&aacute;sico dentre os tr&ecirc;s estados da regi&atilde;o</span></i></p>

Por Agência do Rádio
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Apenas 42% da população da região Sul do país têm acesso à coleta de esgoto. Os dados, que são do Instituto Trata Brasil, mostram, também, que o tratamento de esgoto atinge apenas 44% do total coletado.

Dentre os três estados da região, o Paraná tem quase 68% da rede de esgoto coletada e mais de 69% desse percentual é tratado. Em seguida está o Rio Grande do Sul com 30% coletado e quase 26% tratado. Santa Catarina, por sua vez, tem apenas 21% do esgoto coletado e 27% desse total, tratado.

O professor de Direito da Infraestrutura e da Regulação da FGV, Rafael Véras, entende que a área de saneamento no Brasil precisa passar por medidas que ajudem o setor ser competitivo e, consequentemente, melhorar os serviços oferecidos à população.

“Abrindo o setor de saneamento às empresas privadas, você vai gerar por meio da competição estímulos para que a qualidade do serviço do saneamento e a universalização seja implementada. Se tenho a disputa entre agentes de mercado e entre esses agentes e as companhias estaduais de saneamento tende a ter um resultado mais favorável para os usuários”.

Com a mesma ideia do especialista da FGV de abrir o mercado, um Projeto de Lei (PL 10996/2018)  em análise no Congresso Nacional pretende dar espaço para a iniciativa privada atuar no setor. A matéria pretende atribuir à Agência Nacional de Águas, competência para editar normas sobre o serviço de saneamento no país. O deputado gaúcho Darcísio Perondi (MDB-RS) destaca a necessidade de modernização da atual Lei do Saneamento Básico, publicada em 2007.

“O projeto do deputado Hildo melhora (a atual lei) e dá, também, mais perspectiva para capital privado investir. Se não existe capital público suficiente, por que não usar capital privado? Se houver dinheiro privado, e tem, com a fiscalização nós podemos diminuir esses números assustadores”.

Sem aprovação neste ano, a Câmara só deve voltar a discutir o tema em uma comissão especial no ano que vem.  Se aprovada, a matéria poderá seguir direto para votação no Plenário da Casa.

Com a colaboração de Clara Sasse, reportagem, Marquezan Araújo

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