Educação - undefined·31 de janeiro de 2019

Rede SESI/SENAI do Amazonas começa a aplicar diretrizes do Novo Ensino Médio

Por Agência do Rádio
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Por Sara Rodrigues

Desde 2013, a escola do Serviço Social da Indústria (SESI) no Amazonas forma estudantes para o mercado de trabalho ainda no ensino médio pelo EBEP, que é o ensino da educação básica articulado à educação profissional. O programa, no entanto, terá novas metodologias por conta da reforma do Ensino Médio, aprovada em 2017.

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A partir deste semestre, duas turmas de 30 alunos vão aplicar os moldes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os estudantes que começarem o primeiro ano do Novo Ensino Médio farão o curso de técnica em eletrotécnica no Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (SENAI) em paralelo às aulas do ensino regular.

José Nabir, gerente do SENAI em Manaus, conta que, para tomar a melhor decisão em relação à proposta pedagógica, alunos, pais e responsáveis foram ouvidos. Segundo ele, a escola teve um bom retorno, porque “de forma geral, os pais têm percebido que essa iniciativa aproxima o mercado de trabalho dos próprios jovens. O que, no modelo anterior, a gente não percebia, uma vez que o ensino médio estava muito focado na preparação para a universidade e o ensino superior”.

Nabir explica que no primeiro ano o currículo ficará dividido assim: 200 horas de ensino profissional no SENAI, onde os alunos aprenderão mais sobre o mundo do trabalho; e 600 horas de ensino básico na escola SESI. Já no segundo ano, o número de horas será equiparado: 400 horas em cada uma das modalidades de ensino. Por fim, no terceiro ano, o estudante passará 600 horas no SENAI e 200 horas no SESI para completar a carga horária total.

“A gente vai avaliar essa nova oferta com a nossa equipe técnica pedagógica, trabalhando de forma integrada SESI/SENAI, vendo as oportunidades de melhoria e buscando corrigir os rumos na medida em que eventuais oportunidades de melhoria vêm surgindo, para que nas turmas novas de 2020 e 2021, a gente já tenha ganhos”, afirma Nabir.

Proposta pedagógica
A proposta prevê que no primeiro ano do Ensino Médio o aluno seja preparado para o mundo do trabalho, que inclui uma formação genérica para as profissões da indústria, orientação profissional e desenvolvimento de competências socioemocionais. Já no segundo ano, além das áreas de conhecimento, os alunos vão ter acesso aos fundamentos e práticas de formação. Por fim, no terceiro ano, a carga horária vai ser de formação técnica e profissional dedicada às aprendizagens específicas de cada curso.
O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, entende que essa é uma maneira de modernizar o ensino dos estudantes e que a proposta vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria.

“É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”, afirma Lucchesi.

Lei 13.415/2017
Aprovada em 2017, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabeleceu uma mudança no formato do Ensino Médio, e ampliou o tempo mínimo do estudante na escola de 800 para 1.000 horas. Dessa forma, ela define uma nova organização, que é mais flexível e deve seguir uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - conjunto de orientações que deve nortear a elaboração dos currículos das escolas públicas, privadas e das redes de ensino em todo o país.

De acordo com o texto, a mudança tem como objetivo garantir a oferta de educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar as escolas da realidade dos estudantes. Todas as escolas devem se adaptar ao novo currículo até 2020.

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