Política - undefined·27 de setembro de 2017

Reconhecendo erros e questionando Lula, confira detalhes da carta de Palocci ao PT

<p>Palocci diz que Lula sucumbiu ao &quot;pior da pol&iacute;tica&quot;</p>

Por Agência do Rádio
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O ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Antônio Palocci, enviou ao Partido dos Trabalhadores uma carta em que deixa a cargo de Gleisi Hoffmann o desligamento ou não de Palocci no partido. A carta vem dias após o PT determinar um procedimento interno contra Palocci, depois de uma negociação para uma possível delação premiada.
No documento, Antônio Palocci assume ter praticado atividades ilegais, ter participado de esquemas de corrupção, mas diz que nunca esteve sozinho durante esses processos. Ele revela ter presenciado, coordenado ou acompanhado Lula em episódios como a compra do prédio do Instituto Lula, doações da Odebrecht ao Partido dos Trabalhadores, a reunião entre Dilma Rousseff e Sergio Gabrielle, ex-diretor financeiro da Petrobrás, sobre a compra das sondas para o pré-sal além das doações para as campanhas do PT.
Em um dos trechos, Palocci se diz chocado ao acompanhar a transformação de Lula, de um jovem migrante à um homem que “sucumbiu ao pior da política”, nas palavras dele.
Para o cientista político da UnB, João Paulo Peixoto, há muita mágoa por parte de Palocci na carta. João acredita que apesar de todos os ataques, Lula nunca deixará o PT, nem o PT deixará Lula, mas acredita que com o atual cenário, mudanças virão dentro do partido.
“Eu acho que isso é uma etapa de disputa interna do PT. Também reflete bastante mágoa (do Palocci). Mas nós temos que aguardar um pouco para vermos o desdobramento final desse processo.”
Antônio Palocci criticou o partido dizendo que enquanto se manteve calado recebeu apoio, mas assim que precisou mudar a linha de defesa, concordando em falar a verdade sobre os fatos, se viu em um tribunal “inquisitório”, segundo ele, feito pela legenda.
O ex-ministro afirma que durante 36 anos tomou decisões a favor do PT, da política e sempre contou com o apoio da família, mas que neste momento tomou a decisão priorizando a família.
Reportagem, Raphael Costa
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