Política - undefined·26 de fevereiro de 2018

Raquel Dodge pede ao STF que proíba diretor da PF de comentar inquérito sobre Temer

<p>&ldquo;Quaisquer manifesta&ccedil;&otilde;es a respeito de apura&ccedil;&otilde;es em curso contrariam os princ&iacute;pios que norteiam a Administra&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica&rdquo;, diz PGR</p>

Por Agência do Rádio
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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge pediu nesta segunda-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal uma “ordem judicial” para que o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, se abstenha de dar declarações a respeito de inquéritos em curso, sob pena de afastamento do cargo. O requerimento da PGR foi feito no âmbito do inquérito que investiga o suposto pagamento de propina na edição, por Michel Temer, do decreto dos Portos.

No início deste mês, em entrevista à agência Reuters, Segovia sugeriu que o inquérito que investiga o presidente Temer tinha “indícios frágeis” e que a tendência era pelo arquivamento do processo.

Após a declaração, o diretor-geral da PF teve de se explicar ao ministro do Supremo, Luís Roberto Barroso. Segovia disse que não teve a intenção de “interferir, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento” do inquérito. O diretor da PF alegou que suas declarações foram "distorcidas e mal interpretadas”.

Agora, no pedido desta segunda, Raquel Dodge afirma que “quaisquer manifestações a respeito de apurações em curso contrariam os princípios que norteiam a Administração Pública, em especial o da impessoalidade e da moralidade”.

Temer é investigado por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, na edição de um decreto para o setor de Portos (Decreto 9.048/2017). Essa iniciativa teria favorecido de forma ilegal a empresa Rodrimar S/A. Em contrapartida, o presidente receberia benefícios, como o pagamento de propina. O negócio, segundo as investigações, teria sido intermediado pelo ex-assessor especial da Presidência, Rodrigo Rocha Loures.

Reportagem, João Paulo Machado

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