Brasil - undefined·03 de fevereiro de 2019

Raquel Dodge cria força-tarefa para investigar rompimento de barragem

<p>Investiga&ccedil;&atilde;o sobre trag&eacute;dia ocorrer&aacute; nas esferas c&iacute;vel e criminal</p>

Por Agência do Rádio
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Foto: Presidência da República/Divulgação

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, designou nove integrantes do Ministério Público Federal (MPF) para atuar em Brumadinho. O grupo formará uma força-tarefa para investigar as causas e responsabilidades do rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, da mineradora Vale, no município mineiro.

Segundo ela, certamente há um ou mais culpados pela tragédia e o Ministério Público vai trabalhar firmemente para descobrir e puní-los de acordo com a lei.

“Eu quero reiterar o compromisso do Ministério Público brasileiro de continuar atuando firmemente para que os riscos possam ser realmente prevenidos, para que desastres como este não mais ocorram. As medidas no tocante à Vale do Rio Doce já estão sendo examinadas. Certamente há um culpado ou mais de um culpado. E o Ministério Público precisa trabalhar de uma forma adequada, sem espetacularização, mas firmemente.”

Segundo a procuradora-geral da República, essa força-tarefa vai atuar por seis meses e as investigações serão conduzidas tanto na esfera cível quanto na criminal. O coordenador do grupo será o procurador da República José Adércio Leite Sampaio, que já atua em uma força-tarefa que investiga o rompimento da barragem em Mariana, ocorrido em 2015.

Além disso, a Câmara dos Deputados também criou uma comissão externa de parlamentares, em janeiro, com 15 integrantes, para acompanhar as investigações e os desdobramentos do rompimento da barragem.

Psicólogos e assistentes sociais fazem plantão em Brumadinho para dar apoio às famílias que descobrem que a pessoa procurada está entre os mortos e desaparecidos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a imagem que se vê por todos os lados é a mesma: uma área imensa dominada pelo barro e pessoas que aguardam notícias de seus parentes desaparecidos. Segundo a corporação, o trabalho deles fica cada dia mais complexo por se tratar de vestígios com difícil acesso abaixo da lama. Além disso, depois de mais uma semana do desastre, os corpos começam a entrar em decomposição.

Na última sexta-feira (1), ocorreu, por volta das 12h40, uma cerimônia de homenagem às vítimas e famílias atingidas pelo rompimento da barragem. Esse horário foi escolhido por ter sido o mesmo em que ocorreu o desastre. Durante aproximadamente 15 minutos, pétalas de rosas foram jogadas por 10 helicópteros em cima da área atingida.

No local foi afixada uma cruz, onde foram hasteadas as Bandeiras do Brasil e de Minas Gerais.

Reportagem, Cintia Moreira
 

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