Os gastos com seguridade social no estado de São Paulo devem chegar a quase 32 bilhões de reais em 2018, de acordo com a proposta orçamentária do governo estadual. Esses investimentos envolvem políticas para amparar os moradores na doença, no desemprego e na velhice, como é o caso das aposentadorias. Com a previdência, aliás, o estado deve chegar a 17 bilhões de déficit em 2017, segundo a SP Prevcom.
Para se ter ideia, o orçamento previsto para a educação do estado no ano que vem deve ser de pouco mais de 30 bilhões. Na segurança pública, o investimento deve chegar a 21 bilhões de reais. Segundo o especialista em finanças Marcos Melo, o principal gasto hoje no Brasil é com previdência.
“Seguramente, é uma questão de escolha. Se se pretende fazer com que a arrecadação tributária e da previdência aumente a proporção para poder pagar os aposentados, a gente precisa fazer uma escolha, não vai ter dinheiro para todo mundo. Então, parte dos serviços públicos vai ter que sofrer com redução de gastos. Isso é uma questão de escolha.”
A projeção da SP Prevcom é de que em dez anos o estado chegue a 36 bilhões de reais de déficit no setor. O presidente da SP Prevcom, Carlos Henrique Flory, afirma que a Fundação já tomou providências para tentar conter o rombo, mas acredita em mais uma saída.
“Para conter esse quadro, não tem outra forma a não ser essa reforma da Previdência.”
A reforma da Previdência tem previsão de ser votada ainda neste ano. A expectativa é de que seja colocada em plenário antes do recesso parlamentar, que começa no dia 23.
Reportagem, Jalila Arabi.