Economia - undefined·12 de dezembro de 2017

RÁDIO: País poderia economizar R$ 1 tri em 10 anos com aprovação da reforma, aponta pesquisa

<p>Estados como SC e RJ devem ter or&ccedil;amento reduzido para &aacute;reas de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o e gastar mais com pagamento de aposentadorias em 2018</p>

Por Agência do Rádio
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O Brasil poderia economizar cerca de um trilhão de reais até 2028 com a aprovação da reforma da Previdência. A informação é da Confederação Nacional da Indústria, que mostra que seria possível construir mais de 221 mil escolas ou quase 41 mil hospitais com esse dinheiro.

Em Santa Catarina, os gastos com aposentadorias em 2015 representaram quase 20% da receita corrente líquida do estado. Para o pesquisador da Fundação Getulio Vargas Fernando de Holanda Filho, esse percentual poderia ser investido em outros setores.

“Uma escolha de ter uma previdência, na minha ótica, generosa quer dizer que você está abrindo mão de ter investimento e gastos em outras áreas.”

Para o ano que vem, a Lei Orçamentária Anual prevê 26 bilhões e 400 milhões de reais para Santa Catarina. Desse total, a maior parte dos investimentos serão para gastos com previdência, o equivalente a seis bilhões de reais. Esse valor é maior do que o previsto para ser investido em educação e saúde, por exemplo. O mesmo acontece no Rio de Janeiro, que também deve reduzir a verba para segurança pública e saúde em relação a 2017. 

O especialista em finanças Marcos Melo defende que os altos gastos com previdência são uma decisão do governo.

“Seguramente, é uma questão de escolha. Se você pretende fazer com que a arrecadação tributária e da previdência aumente a proporção para poder pagar os aposentados, a gente precisa fazer uma escolha, não vai ter dinheiro para todo mundo. Então, parte dos serviços públicos vai ter que sofrer com redução de gastos. Isso é uma questão de escolha.”

A OCDE divulgou em dezembro um relatório que mostra que se o sistema previdenciário brasileiro continuar o mesmo, até 2050 o setor representará 17% do PIB nacional.

Reportagem, Jalila Arabi.
 

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