Com mais de 2,6 milhões de benefícios previdenciários emitidos só em 2016, o Rio Grande do Sul é um dos estados com maior número de idosos que recebem aposentadorias ou pensões no Brasil. Os dados são do PNAD/IBGE.
Em 23 anos, a quantidade de benefícios previdenciários dos gaúchos subiu de 10,3% para 20,4%. Na visão do economista e professor da Universidade de Brasília (UnB) César Bergo, para essa taxa não crescer de forma desordenada e tornar o setor previdenciário insustentável no futuro, é necessário que sejam estabelecidos novos critérios para se aposentar.
“Essa questão da idade mínima é fundamental. É um marco na mudança da mentalidade previdenciária no país. Foram concedidas muitas benesses, pessoas que não contribuíram estão recebendo aposentadoria, e algumas até de maneira indevida. Então é importante que se faça uma regra bem clara e transparente.”
Um dos principais defensores da reforma da Previdência, o deputado Federal Darcísio Perondi (PMDB-RS), explica que, caso a matéria seja aprovada, sobrará mais dinheiro para os municípios investirem em melhorias para a população.
“Por exemplo, uma prefeitura que gasta 300 mil [reais] na folha por mês, ela vai poupar com essa reforma durante um ano, 300 mil. Mas por que é importante isso? Sobra mais recurso para fazer política pública para o cidadão. As classes empresariais estão ajudando na área da indústria, do comércio, da construção, de serviços.”
Por não conseguir votar a reforma da Previdência este ano, o governo Federal já trabalha com a possibilidade de a matéria ser posta em pauta em fevereiro de 2018. Até lá, a equipe do presidente Michel Temer deve trabalhar para conquistar apoio de partidos e parlamentares indecisos. Durante o recesso, o governo pretende apresentar uma nova redação da reforma, que altere a última proposta que trata dos regimes de Previdência dos servidores públicos.
Reportagem, Marquezan Araújo