Com o decreto presidencial que determinou a intervenção na segurança do Rio de Janeiro, o trâmite da reforma da Previdência foi suspenso no Congresso Nacional. No entanto, especialistas defendem a retomada da discussão do assunto logo que possível. O argumento é de que, o rombo no setor ainda existe e a quantidade de emissão de benefícios continua aumentando ao longo do tempo.
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No Distrito Federal, por exemplo, em 23 anos, a participação de pessoas que recebiam benefícios previdenciários subiu de 5% em 1992, para 10,8% em 2015. Os dados foram levantados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a PNAD.
Somente em 2016, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) no Distrito Federal emitiu 283.769 benefícios. Em todo o país, esse número passou de 33 milhões.
O professor da PUC-Rio e economista da Opus Gestão de Recursos, José Márcio Camargo, explica que o problema do déficit ocorre no âmbito nacional e que, se continuar nesse ritmo, os contribuinte vão sentir ainda mais o impacto.
“O governo federal gasta, hoje, 57% de todas as despesas com aposentadorias e pensões. A reforma vai ter que ser feita. Em algum momento ela vai ter que ser feita. O sistema de aposentadoria brasileiro não e sustentável no curto prazo. E mais, quanto mais tempo demorar, mais dura vai ter que ser a reforma.”
Analisando o cenário, o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Fernando de Holanda Filho também entende que a reforma deve ser aprovada o quanto antes.
“Eu acho que a gente está perdendo tempo não discutindo, estamos perdendo tempo não aprovando. Você tem condições muito frouxas de concessão. São vários pontos não sustentáveis ao longo do tempo que precisam ser revistos.”
A reforma da Previdência prevê, entre outras coisas, que as mulheres se aposentem com 62 anos de idade e os homens com 65. Recentemente o relator da matéria apresentou uma nova redação do texto. Uma das mudanças ficou em torno da inserção de pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate.
Com a colaboração de João Paulo Machado, reportagem, Marquezan Araújo
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