Educação - undefined·31 de outubro de 2017

RÁDIO: Mulheres formadas em cursos profissionais já ganham mais que homens

<p>Por&eacute;m, dados mostram que as mulheres ocupam apenas 37% dos cargos de dire&ccedil;&atilde;o e ger&ecirc;ncia no Brasil</p>

Por Agência do Rádio
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Antes vistos como masculinos, os cursos técnicos e profissionais vêm ganhando cada vez mais espaço entre as mulheres. Elas já representam mais de 25% da força de trabalho industrial no Brasil, segundo informações do Ministério do Trabalho. Em algumas profissões, as mulheres chegam a ganhar mais do que os homens. É o caso dos técnicos em construção de edifícios. De acordo com dados do ministério, o salário médio das mulheres no ano passado nesse segmento era 41% mais alto do que o dos homens. A ala feminina também recebe mais do que a masculina entre os formandos no curso de derivados de combustíveis. O salário delas chega a ser 25% maior do que o dos homens, ficando em torno de sete mil reais.

No Brasil, segundo dados do último Censo Escolar, são mais de um milhão e oitocentos mil matriculados na educação profissional. Desses, mais de um milhão são de matrículas femininas. Na região Sudeste, são mais de 800 mil pessoas matriculadas nesses cursos. Mais da metade é de mulheres.

No Rio de Janeiro, por exemplo, o censo mostrou 168.328 matrículas na educação profissional no ano passado. Dessas, quase 100 mil eram de mulheres. A líder da bancada feminina na Câmara dos Deputados, Soraya Santos (PMDB-RJ), acredita que a inserção da mulher nesse mercado de trabalho vem crescendo, mas que é preciso observar alguns aspectos dessa participação.

“Nós precisamos inserir essa mulher no mercado de trabalho, mas com outro olhar. Óbvio que tem muitas empresas que dizem: ‘tenho um corpo da minha empresa com 70% de mão de obra feminina.’ A pergunta que se faz é quantas no comando?”

As mulheres ocupam apenas 37% dos cargos de direção e gerência, segundo informações do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Em cargos executivos de grandes empresas, o número cai mais ainda. Vai para 10% no Brasil.

Reportagem, Jalila Arabi.

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