Brasil - undefined·11 de dezembro de 2017

RÁDIO: Mais da metade das crianças que vivem na Cracolândia tem seus direitos violados, aponta pesquisa

<p>Os dados mostram que 37% das crian&ccedil;as e adolescentes de 3 a 17 anos sofrem alguma viol&ecirc;ncia, na maioria dos casos dom&eacute;stica</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Trabalho infantil, acesso fácil às drogas e atividades ilícitas representam uma triste realidade vivida por crianças e adolescentes no Brasil. No centro de São Paulo, a Cracolândia acumula histórias e sonhos interrompidos pela droga e se transforma em uma espécie de “lar” para quem vive pelas ruas da capital paulista. Uma pesquisa feita pela ONG Visão Mundial, que luta há 30 anos pela proteção à infância, mostra uma situação de extrema violação de direitos no local.

Acesse esta matéria na versão para blogs e sites

Os dados apontam que 37% das crianças e adolescentes de 3 a 17 anos sofrem alguma violência, na maioria dos casos doméstica (70%). Na faixa etária de 2 a 6 anos, 51% dos entrevistados preferem morar na rua. Entre 7 e 11 anos, a pesquisa mostra que 19% das crianças dormem com fome ou “comem o que tem”. No quesito educação, 49% dos adolescentes de 12 a 17 anos estão em situação de distorção idade-série e outros 4% estão fora da escola.

O diretor de projetos especiais da ONG Visão Mundial, Raniere Pontes, explica que houve cuidado para que os dados colhidos fossem reais à realidade vivida na Cracolândia.

“Durante cinco meses, teve um processo de capacitar os técnicos dessas organizações, os educadores sociais, lançando mão de uma abordagem de muita apropriação deles, por que você sabe que colocar um profissional de pesquisa para colher dados de crianças com uma criança pode fazer com que esses dados não sejam inteiramente explorados. E quando a criança fornece esse dado dentro de uma atividade pedagógica com seu educador, esse dado aumenta sua veracidade”.

De acordo com Pontes, o objetivo da pesquisa é retratar uma realidade esquecida por governo e sociedade civil, já que, segundo ele, “não havia nos últimos 10 anos números oficiais que pudessem servir como base para mudar o futuro da população infantil do centro de São Paulo”.

Reportagem, Tácido Rodrigues
 

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page