Com o retorno das atividades parlamentares no Congresso Nacional e a proximidade da votação, o Governo Federal tem aumentado os esforços para divulgar a necessidade de aprovação da reforma da Previdência. Nesta segunda-feira (5), por exemplo, dia em que o tema será discutido no Plenário da Câmara, a data foi escolhida pelo Planalto como o “Dia de Todos Pela Reforma da Previdência”.
O discurso alinhado e a ideia de convencimento tem sido a principal arma do governo Temer. Especialmente na última semana, o presidente fez aparições públicas em programas de rádio e televisão. Em quase todas as ocasiões, passou boa parte do tempo reforçando os motivos das mudanças nas regras previdenciárias, além de tirar dúvidas sobre o projeto enviado para aprovação da Câmara.
Em uma das participações, no programa do Ratinho, no SBT, Temer salientou que aprovação da reforma precisa acontecer ainda este mês. Também citou como exemplo outras nações que passaram pelo mesmo processo.
“Você veja os casos da Grécia e de Portugal, em que a pouquíssimo tempo precisou fazer uma reforma da Previdência e cortar pensões de aposentados, vencimentos de servidores públicos porque tardaram muito para fazer a reforma da Previdência. Quando penso em fazer a reforma da Previdência, como o Governo quer fazê-la, nós estamos pensando em impedir uma reforma previdenciária muito mais radical, porque se não fizermos agora, daqui dois ou três anos no máximo nós vamos ter uma reforma radical que vai prejudicar os aposentados.”
Para o economista e cientista político Paulo Tafner, a aprovação da reforma da Previdência é importante para diminuir os gastos públicos.
“A reforma da Previdência é necessária porque o Brasil gasta demais com Previdência social e assistência. Nós gastamos aproximadamente 12% do PIB com isso. Isso é um número muito alto comparado aos demais países do mundo, que são muito mais velhos que o Brasil e que gastam algo semelhante. Nós temos que enfrentar a questão da reforma previdenciária.”
O objetivo do governo é que o texto seja aprovado ainda em fevereiro. A votação está prevista para o dia 19, após o Carnaval. São necessários que pelo menos 308 dos 513 deputados sejam favoráveis à proposta.
Reportagem, Raphael Costa