Próximo de tomar posse como ministro da Secretaria de Governo, o deputado Federal Carlos Marun (PMDB-MS), prevê uma vitória do governo na votação da reforma da Previdência e afirma que os votos necessários para aprovação do texto estarão garantidos até o dia 18 de dezembro.
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Para o parlamentar, além do empenho que os defensores da reforma devem ter no Congresso Nacional, setores da sociedade também precisam trabalhar firme para essa discussão não ser mais adiada.
“Nós estamos trabalhando com essa meta realista. Agora, que exista, não diria uma pressão, mas uma atuação daqueles setores lúcidos da sociedade brasileira que sabem que a reforma da Previdência é necessária e que não é mais o momento de empurrar essa questão com a barriga.”
Ainda segundo Marun, os argumentos usados contra a reforma são apresentados por pessoas que têm medo de perder privilégios. Para tentar conquistar o apoio dos parlamentares, o governo elaborou um novo texto que deixou de fora itens como a aposentadoria rural e o Benefício da Prestação Continuada.
No entanto, o coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, destaca outros pontos mantidos na matéria que são essenciais para a manutenção do sistema previdenciário no país.
“Existem alguns pontos fundamentais que precisam ser preservados. A questão da idade mínima e de combater privilégios pela convergência dos regimes de Previdência dos servidores públicos para as mesmas regras e mesmo teto de benefícios do INSS.”
De acordo com o Tesouro Nacional, as despesas com Previdência no Brasil equivalem a 55% dos gastos do governo. Para este ano, a expectativa é que o déficit do RGPS alcance R$ 181,6 bilhões.
Reportagem, Marquezan Araújo