No Distrito Federal, os setores que mais contribuem para o desenvolvimento econômico são os da construção, serviços industriais de utilidade pública, bebidas, alimentos e minerais não metálicos. Juntos, os segmentos representam 91,8% da indústria local. Só em 2016, o setor industrial no DF empregou 83.528 pessoas, com salários de R$ 3.204, em média. Os dados são do Portal da Indústria
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O jovem João Pedro Espínola, de 21anos, foi um dos profissionais que tiveram acesso ao mercado de trabalho. Com o curso técnico em manutenção automotiva quase concluído, ele afirma que o currículo mais completo foi um fator determinante para conseguir o primeiro emprego.
“O curso técnico, que constava no meu currículo, foi essencial para eu arranjar um emprego, principalmente o primeiro. Eu fiz a entrevista e depois de um tempo me chamaram. Agora, já o segundo, que é onde estou, em uma concessionária de automóveis mesmo, foi por meio do Senai. O professor me indicou e tal, sabia que eu era apto para a vaga e acabou me indicando.”
Em todo o país, 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldades de encontrar pessoas capacitadas para trabalhar, principalmente que atuem em áreas de nível técnico. A informação é da empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup.
Diante disso, a coordenadora de Educação do Senai-DF, Valéria Silva, diz que o serviço oferecido pelo Senai pode ajudar aos alunos formados a atenderem a demanda do mercado de trabalho.
“Uma estatística do nacional aponta que 75% dos alunos que fazem curso técnico no Senai conseguem um emprego na área de atuação, na mesma área que foi realizada o curso. Ele [o aluno] é inserido no mercado de trabalho com mais rapidez, em função da necessidade da indústria e do mercado de ter profissionais mais qualificados. Por outro lado, o Senai atende exatamente esse potencial e essa demanda da indústria.”
Um estudo encomendado pelo Senai, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, mostra que profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes, mas que concluíram apenas o ensino médio regular.
Reportagem, Marquezan Araújo