Economia - undefined·07 de dezembro de 2017

RÁDIO: Envelhecimento populacional e redução de nascimentos podem interferir nas aposentadorias em Rondônia

<p>A expectativa de vida de quem nasce no estado &eacute; de 71,3 anos.</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Entre os estados do Norte, Rondônia é o que registra o menor índice de expectativa de vida. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2016, os rondonienses vivem em média até os 71,3 anos de idade. No entanto, em relação aos outros anos, esse número tem-se elevado. Em 2015, por exemplo, a expectativa de vida de quem nascia no estado era de 71,1 anos.

Acesse esta matéria na versão para blogs e sites

Apesar do crescimento lento na expectativa de vida em Rondônia, especialistas enxergam esse avanço como uma tendência nacional que pode interferir em benefícios futuros, como as aposentadorias.

Por esse motivo, o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE – FGV) Bruno Ottoni, não descarta a necessidade de as regras para aposentadoria serem modificadas.

“À medida que o país for envelhecendo, a tendência é que a situação se torne calamitosa. Realmente, o Governo Federal vai ter muita dificuldade em fechar suas contas.”

A preocupação de Bruno Ottoni tem uma explicação. É que, no Brasil, o sistema previdenciário é sustentado por dinheiro vindo de contribuintes em atividade no mercado de trabalho. Isso significa que, com o aumento da população idosa e a redução do número de nascimentos, haverá mais pessoas recebendo o benefício, por mais tempo, e menos contribuintes para pagar as aposentadorias.

Na tentativa de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, o governo Federal propôs um novo texto, mais enxuto. Entre os principais pontos está a equiparação dos regimes de previdência dos servidores públicos aos do INSS. Isso, na avaliação do coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, deixa o sistema mais igualitário.

“Você tem um diferença de valor de benefício gigantesca. É exatamente por isso que é importante que passe uma proposta do governo que obrigue a todos os regimes de previdência dos servidores públicos a ter o mesmo teto do INSS.”

A proposta inicial do governo pretendia incluir também as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Porém, como se tratavam de temas polêmicos, as regras para adquirir esses benefícios permaneceram como estavam.

Reportagem, Marquezan Araújo

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page