Economia - undefined·18 de dezembro de 2017

RÁDIO: Cresce número de pessoas com menos de 60 recebendo aposentadoria

<p>Em 1992, o percentual era de 2,2%. Em 2015, saltou para 2,8%</p>

Por Agência do Rádio
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O número de idosos beneficiários de aposentadoria na região Nordeste cresceu. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais recebendo benefício previdenciário passou de 71,9% em 1992 para 79,2% em 2015. A população aposentada com menos de 60 também aumentou. Foi de 2,2% para 2,8% no mesmo período. A informação é do estudo divulgado nesta semana pelo Ipea, que mostra os efeitos do envelhecimento da população no setor e trata da aposentadoria precoce.

De acordo com o estudo, o número de aposentados no Brasil passou de 8,2% para 14,2%. E a tendência é que esse número cresça, já que a população idosa aumentou 16% em quatro anos. Outro dado destacado no estudo foi o do aumento da expectativa de vida, que pode gerar impacto no setor, de acordo com o coordenador de Previdência Social do Ipea e autor do estudo, Rogério Nagamine.

“O envelhecimento já está tendo impacto e isso implica a necessidade de ajustes. O aspecto positivo é que esse ajuste pode ser feito, eliminando o que a gente chama de componentes regressivos no sistema previdenciário, que são componentes que pioram a distribuição de renda.”

No Ceará, a expectativa de vida aumentou. No ano passado, os cearenses viviam 73,8. Dentro da região Nordeste, foi o que apresentou a terceira maior expectativa, ficando atrás somente do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Para o especialista em finanças Marcos Melo, isso é algo a ser comemorado, mas é preciso também ter cautela.

“Isso é um ponto muito positivo, porque isso foi uma conquista social, conquista do povo brasileiro em conseguir ter uma expectativa de vida maior. Para se ter ideia, em 1940 a expectativa de vida era de 45,5 anos, aproximadamente. Um dos fatores que causam esse desequilíbrio da previdência é um dado muito positivo, que é o aumento da expectativa de vida do brasileiro." 

No ano passado, a idade média nacional de aposentadoria era 54 anos. Para Rogério Nagamine, esse é um componente regressivo para o setor.

“O problema maior é uma distorção que eu acho conceitual, que é, na verdade, você estar pagando um benefício de aposentadoria para pessoas que estão em plena capacidade laboral e que, muitas vezes, continuam trabalhando.”

O Brasil deve ter idade mínima definida para aposentadoria, caso a reforma da Previdência seja aprovada. O Governo ainda está em busca dos 308 votos favoráveis.

Reportagem, Jalila Arabi.

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