Economia - undefined·13 de dezembro de 2017

RÁDIO: Aposentadorias precoces podem prejudicar fechamento das contas públicas, segundo Ipea

<p>Segundo Ipea, idade m&eacute;dia de aposentadorias no ano passado foi 54 anos</p>

Por Agência do Rádio
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O número de beneficiários da Previdência Social no Brasil aumentou seis pontos percentuais de 1992 para 2015, passando de 8,2% para 14,2%. E a tendência é que esse número aumente ainda mais, já que um terço da população em 2060 deverá estar com 60 anos de idade ou mais. As informações são do Instituto Pesquisa Econômica Aplicada, que divulgou nessa semana um estudo que avalia os efeitos do envelhecimento da população e das aposentadorias precoces.

Segundo a pesquisa, o número de aposentados com idade entre 60 e 69 anos em 1992 era de pouco mais de três milhões. Em 2015, saltou para quase nove milhões e meio. O coordenador de Previdência Social do Ipea e autor do estudo, Rogério Nagamine, afirma que aposentadoria precoce é fator regressivo e que pode afetar o setor.

“O envelhecimento já está tendo impacto e isso implica a necessidade de ajustes. O aspecto positivo é que esse ajuste pode ser feito, eliminando o que a gente chama de componentes regressivos no sistema previdenciário, que são componentes que pioram a distribuição de renda.”

A pesquisa mostra que a idade média de aposentadoria no Brasil no ano passado foi de 54 anos, sendo 55 para os homens e 53 para as mulheres. Para Nagamine, é importante estabelecer uma idade mínima para receber o benefício.

“O problema maior é uma distorção que eu acho conceitual, que é, na verdade, você estar pagando um benefício de aposentadoria para pessoas que estão em plena capacidade laboral e que, muitas vezes, continuam trabalhando.”

O Brasil não tem idade mínima para aposentadoria e é um dos únicos países sem essa definição. O Congresso Nacional estuda votar, ainda neste ano, a reforma da Previdência, que estabelece idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres até 2038.

Reportagem, Jalila Arabi.

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