Ai! Doeu! E agora? Uso gelo ou coloco uma bolsa de água quente? Saiba disto: a decisão entre o uso do frio ou do quente pode ter impacto direto na recuperação da lesão. Isso acontece por conta dos efeitos do frio e do calor na circulação sanguínea e, consequentemente, na resposta dos músculos ou áreas afetadas. O fisioterapeuta ortopédico da equipe de ortopedia do Hospital Universitário de Brasília Jefferson Fernandes, dá orientações para o uso do gelo.
“Acabou de acontecer, é imediato. Ou num processo de recuperação lesionou de novo, houve um impacto de novo, houve outra torção com a presença destes sinais: vermelhidão, aumento de volume, aumento de temperatura e presença de dor ou um aumento dessa dor, você utiliza mecanismo crioterápicos, mais voltados para o gelo mesmo – exatamente para desacelerar esses sinais que são: aumento de temperatura, vermelhidão, dor e o aumento do volume – que é o edema”.
Essas situações imediatas são chamadas de agudas. Já em lesões crônicas, geralmente caracterizadas após três meses do primeiro trauma, o recomendado em caso de dor ou necessidade, o recomendado é o uso de bolsas quentes. O gelo aqui é até mesmo contraindicado. O fisioterapeuta explica a razão.
“Talvez nessa situação não seja tão recomendado o gelo e sim o calor. Por quê? Porque como você está em um processo de remodelamento, de regeneração pra remodelamento, é interessante que você insira a utilização do calor. Pra quê? Pra você aumentar um pouco o fluxo sanguíneo pra melhorar esse processo regenerativo no tecido que já está em recuperação na fase média para a final”.
Vale ressaltar que cada organismo reage de forma diferente às lesões. Por isso, buscar auxílio de um especialista é fundamental. Em caso de traumas agudos procure uma Unidade Básica de Saúde ou uma Unidade de Pronto Atendimento, UPA.
Reportagem, Aline do Valle.