A qualificação técnica profissional pode ser um caminho promissor e de garantia de emprego. O país vive com mais de 13 milhões de desempregados e Carlos Stron, deficiente visual, esteve entre eles. Carlos Stron deu a volta por cima e voltou ao mercado de trabalho após fazer um curso técnico de eletricista residencial no SENAI.
Ele conta que a qualificação profissional que adquiriu foi fator importante para a reconquista do emprego.
“Eu sou deficiente visual, ou seja, sou cego total, trabalhava com massagem, na prefeitura, mas houve um facão (sic) e eu entrei nesse facão, mesmo assim trabalhei ainda um ano como
voluntário. Inclusive, essa oportunidade de fazer curso no SENAI, que nunca tinha feito, fiz, gostei muito, foi muito proveitoso, aprendi de verdade. O desemprego realmente é grande, mas precisa de qualificação de mão de obra.”
No Mato Grosso do Sul, a taxa de desemprego teve aumento de pouco mais de um por cento, entre os anos de 2016 e 2017. Mas, a Educação Básica no país precisa avançar mais para
garantir aos jovens melhor qualificação e garantia de emprego, como explica o diretor-geral do SENAI, do Mato Grosso do Sul, Rodolpho Mangialardo.
“A gente tem sempre oportunidade para melhorar, haja vista a velocidade das tecnologias, quanto mais a gente não se atualiza vai ficando para trás. Tem que se atualizar, reestruturar as grades e fazer o novo Ensino Médio, como é a proposta da CNI, junto ao governo para desenvolver os jovens.”
Em todos os estados do Centro-Oeste, pouco mais de seis por cento do total de estudantes formados no Ensino Médio são de cursos técnicos, ou seja, o jovem brasileiro chega ao mercado
de trabalho com pouca qualificação e, sendo assim, entra para a estatística negativa do desemprego.
Para o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o modelo educacional brasileiro precisa dar mais espaços para a qualificação profissional, mas para isso é preciso que haja empenho dos
governos.
“Nós temos um elevado grau de desemprego na população aberta, que está acima de 12%, mas entre os jovens, ele se aproxima de 30%. Então nós temos um grande contingente de jovens que é vítima exatamente dessa baixa capacidade de diálogo entre o nosso modelo educacional e as opções e projetos de vida dos jovens que passam pela escola.”
Entre janeiro e abril deste ano, Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo no emprego, ou seja, criou mais vagas do que fechou, de acordo com dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Camila Costa