Educação - undefined·31 de agosto de 2018

Qualificação técnica para o agronegócio aumenta a chance de inserção no mercado de trabalho

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Por Agência do Rádio
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Por Camila Costa

Rankeado como o 10º estado com o maior índice de IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) – progresso a longo prazo da população nas áreas de educação, saúde e renda –, Mato Grosso do Sul também não faz feio quando o assunto é desemprego. O estado não tem dados alarmantes e está entre os com a menor taxa de jovens desocupados do país. São 17,3% de jovens entre 18 a 24 anos sem emprego, de acordo com dados do segundo trimestre de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do cenário mais favorável do que em outras regiões do Brasil, especialistas insistem na manutenção e melhora da educação para controlar as taxas de desemprego.

Entre os anos de 2016 e 2017, houve um aumento de 1,2% na taxa de desocupados, mas o MS ainda é um dos estados com o menor índice, atrás apenas de Santa Catarina (6,5%), como mostra o IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral/2018. Um dos caminhos para manter o cenário positivo é investir na qualificação dos jovens e adultos. Carlos Luiz Stron, de 45 anos, tem formação pelo Serviço de Aprendizagem Industrial (SENAI) em eletricista residencial e se prepara para investir em um outro curso técnico, em fotovoltagem.

Os cursos são uma tentativa de sair do hall de desempregados no estado. “Eu sou deficiente visual, ou seja, sou cego total, trabalhava com massagem, na prefeitura, mas houve um facão (sic) e eu entrei nesse facão, mesmo assim trabalhei ainda um ano como voluntário. Inclusive, essa oportunidade de fazer curso no SENAI, que nunca tinha feito, fiz, gostei muito, foi muito proveitoso, aprendi de verdade. O desemprego realmente é grande, mas precisa de qualificação de mão de obra”, pondera Carlos.

Para o diretor-geral do Serviço de Aprendizagem Industrial (SENAI) do MS, Rodolpho Caesar Mangialardo, falhas na matriz educacional fazem parte dos agravantes no índice de desemprego. “O fator econômico pesa muito. Se a gente não faz a roda girar, não consegue fazer a qualificação dos profissionais, inclusive, dos docentes, para manter essa tecnologia de última geração”, pondera Rodolpho. O diretor-geral do SENAI MS ressalta ainda a necessidade de continuar aprimorando tecnologia e investindo na educação profissional.

“A gente tem sempre oportunidade para melhorar, haja vista a velocidade das tecnologias, quanto mais a gente não se atualiza vai ficando para trás. Tem que se atualizar, reestruturar as grades e fazer o novo Ensino Médio, como é a proposta da CNI [Confederação Nacional da Indústria] junto ao governo para desenvolver os jovens”, alerta Rodolpho.

Agronegócio é base para mais empregos

No estado, a predominância do agronegócio, também tem mantido as oportunidades de emprego aquecidas. “Por mais que a economia tenha ficado numa defasagem grande no país, o agronegócio continuou crescendo no Mato Grosso do Sul. Apesar de ter tendência de desenvolvimento tecnológico, tem nos levado para o desenvolvimento tecnológico para agronegócio, fazenda, cooperativas agrícolas, então temos conquistado emprego nessas áreas que a grande maioria dos outros estados não contentam.”

Atuar sobre a composição da oferta de vagas de emprego, com foco na educação profissional e na adequação da oferta de educação profissional e superior às demandas de médio e longo prazos do setor produtivo faz parte das propostas da indústria para a agenda dos presidenciáveis nestas eleições, enviadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos candidatos. Leia o estudo aqui: https://bucket-gw-cni-static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/06/2e/062e8d3e-e604-4818-927b-23eb055bbb20/educacao_web.pdf.

Segundo o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, é preciso melhorar o diálogo do país com a educação para os jovens. “A visão nossa, da Confederação Nacional da Indústria, vai muito nessa direção de estabelecer uma agenda que seja importante para a realidade brasileira, para os problemas que nós temos hoje de juventude no país. Nós temos um elevado grau de desemprego na população aberta, que está acima de 12%, mas entre os jovens, ele se aproxima de 30%. Então nós temos um grande contingente de jovens que é vítima exatamente dessa baixa capacidade de diálogo entre o nosso modelo educacional e as opções e projetos de vida dos jovens que passam pela escola”, afirma Lucchesi.

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