O Brasil é o país do futebol. Uma das coisas mais normais de se escutar em um estádio de futebol é: “Joga com raça!” ou então “Esse jogador não dá o sangue pelo time”. Se os jogadores não fazem isso, a torcida faz. Criado em 2008, o projeto Sangue Corinthiano é promovido por torcedores do Corinthians e busca conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue. Responsável pela ação no município de Camaçari, na Bahia, o técnico em informática Edvan Rocha, de 30 anos, promove encontros para a realização de doações três vezes por ano.
Edvan Rocha, técnico em informática.
“Eu fiquei sabendo da campanha pela internet e busquei informação. E consegui autorização para fazer a campanha aqui na cidade. O pessoal dá todo apoio, mandam material de divulgação, alguns brindes também, e eu já fiz sete edições da campanha aqui na cidade. A última aconteceu agora em setembro, dia 23 de setembro. A campanha acontece nacionalmente três vezes por ano. Tem o dia D, que é escolhido pela sede em São Paulo, e a gente fica livre para poder escolher nossas datas conforme a disponibilidade dos hemocentros. E é sempre uma satisfação, poder convocar a nação corintiana para fazer parte desse ato de solidariedade.”
Após a definição das datas em que serão realizadas as doações em todo o Brasil, a organização da campanha fica a cargo dos torcedores corintianos em suas cidades, que entram em contato com os hemocentros locais para agendar as visitas. O coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o doutor Flávio Francisco Vormittag, fala da importância da doação de sangue.
Flávio Francisco Vormittag, coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde.
“Nós temos que lembrar que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas. Então essa doação ela é importantíssima, porque ela pode ser usada para vários pacientes. Até porque, quando é feita a doação, se faz uma separação dos elementos do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas, plasma. Isso é direcionado para cada tipo de paciente. Hoje, receber o sangue total não é muito comum. Você faz sim a transfusão de glóbulos vermelhos para quem está com anemia ou com uma hemorragia muito grande. Você não precisa de outros fatores. Com outros fatores vamos atender outro paciente que está mais necessitado daquele outro elemento. Então você pode realmente com um doador salvar até quatro vidas.”
Para ser um doador de sangue, é necessário ter de 16 a 69 anos. Menores de 18 anos devem levar a autorização dos pais ou responsáveis. Também é preciso ter mais de 50 quilos e estar em boas condições de saúde, além de ter dormido, no mínimo, seis horas nas últimas 24 horas. Doe sangue regularmente e ajude quem precisa. Para mais informações, acesse saude.gov.br/doesangue.