Educação - undefined·27 de dezembro de 2018

Projeto de exposição fotográfica interdisciplinar se destaca em Roraima

Por Agência do Rádio
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Artes ganha força com conhecimentos de matemática, que fica mais robusta com os conceitos da disciplina de história, que por sua vez também cresce com a junção desses dois temas. Para unir as três matérias em uma única forma, três professores de Roraima escolheram a fotografia como ponte.

O projeto Estudo da Fotografia por meio da Arte, História e Matemática, na Perspectiva do Conhecimento Interdisciplinar, levou para alunos do nono ano os conceitos das três matérias e estimulou os estudantes a pensarem por meio delas na hora de fazer uma foto.

Com o próprio celular, os alunos puderam expressar seus sentimentos, como explica a professora de artes, Alícia Raquel Zatti.

“É algo do universo deles, do cotidiano, podem usar o celular, vão mostrar o olhar de vocês, como vocês se entendem, como é você, realmente. Segundo a escola, esse espaço é meu, o que representa na minha vida. Eu, a minha individualidade, conceito de pertencimento e o olhar para a cidade, a população, o estado de Roraima.”

Na hora de introduzir a matemática, o link foi em como trabalhar a fotografia associando conceitos da geometria. Com um software gratuito, os alunos aprenderam configuração, conceitos de interpolação e produziram fotos 3D. O aproveitamento foi maior do que nas aulas tradicionais, como pondera o professor de matemática, Cleudimar Araújo Conceição.

“A gente viu que realmente o aprendizado foi mais significativo, ele conseguiu realmente aquilo dali de uma forma diferente, da forma interdisciplinar, as aulas foram mais dinâmicas, o aluno foi mais participativo e o professor, a gente se torna só o mediador, o orientador do conhecimento.”

Para finalizar, a exposição, que está sendo organizada pela turma, virá cheia de conteúdo e informação. Na disciplina de história, os estudantes foram atrás da trajetória do povo negro no país, explica o professor de história, Alexsson Pereira.

“Antes, falamos do processo de dependência da África e da Ásia, como visão eurocêntrica foi muito prejudicial para a vida daquele povo, a luta deles, para a vida deles e trouxemos essa contextualização para o Brasil, porque o negro ainda sofre tanto com a discriminação, a demonização das suas crenças, suas práticas religiosas, por falta de conhecimento.”

O projeto da exposição interdisciplinar foi um dos destaques do 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, que reuniu representantes dos Departamentos Regionais de todo o país, nos dias 29 e 30 de novembro, em Brasília.

Reportagem, Camila Costa

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