De julho a agosto deste ano, os médios e grandes agricultores contrataram R$ 25 bilhões em crédito bancário. O dado foi divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Este valor significa que foram aplicados cerca de 13% do total de recursos disponibilizados para o financiamento agropecuário, que é de R$ 188,4 bilhões.
Os créditos de custeio ficam disponíveis quando os recursos se destinam a cobrir despesas habituais dos ciclos produtivos, da compra de insumos à fase de colheita. Já os créditos de investimento são aplicados em bens ou serviços duráveis, cujos benefícios repercutem durante muitos anos. Os créditos de comercialização asseguram, ao produtor rural e a as cooperativas, os recursos necessários à adoção de mecanismos que garantam o abastecimento e levem o armazenamento da colheita nos períodos de queda de preços.
O produtor pode adotar as três modalidades de crédito rural como pessoa física ou jurídica. As cooperativas rurais são também beneficiárias naturais do sistema. Porém, grande parte do recurso destina-se a créditos de custeio para cobrir os gastos rotineiros com as atividades no campo. Esse dinheiro é tomado diretamente nos bancos ou por meio das cooperativas de crédito.
Reportagem, Cintia Moreira.