Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, o Brasil terá a maior produção de café da história do país em 2018. De acordo com o levantamento, a quantidade total deve ficar em 58 milhões de sacas de 60 quilos.
O crescimento apontado é de 29,1% em relação à safra passada, que alcançou 44,9 milhões de sacas. Segundo a Conab, a quantidade total engloba dois tipos do grão: conilon (24%) e arábica (76%).
O técnico da Conab Eledon Oliveira explica que fatores estão ligados a essa supersafra.
“Essa produção recorde se deve a dois fatores: um, às condições climáticas, que foram excelentes; e o segundo, o ano de bienalidade positiva, o ano que a planta produz mais. Isso aí também aliado, por exemplo, o café conilon, nos estados da Bahia e de Rondônia, os produtores vêm aplicando uma tecnologia de ponta. Isso aí, aliado ao bom clima, resultou nesta produção recorde.”
O maior estado produtor é Minas Gerais, com um total de 30,7 milhões de sacas. No Espírito Santo, a produção chegou a 12,8 milhões de sacas. Em São Paulo, onde só é produzido o café arábica, a quantidade chegou a 6,1 milhões de sacas. A Bahia também apresentou bons resultados, com produção de 2,7 milhões do conilon e 1,8 milhão do arábica.
O pesquisador da Embrapa Gabriel Bartholo afirma que as exportações de café no Brasil, no período de abril de 2017 a março de 2018, atingiram volume equivalente a 30,58 milhões de sacas e arrecadaram mais de US$ 5 bilhões de receita cambial ao preço médio de US$ 165,07 a saca de 60kg.
“80% do café brasileiro exportado é café commodity, tipo 4, 6, e que possa atender a determinados mercados. Hoje, quem é o maior comprador de café do Brasil é a Alemanha. E cerca de 20% dos cafés exportados brasileiros já são já são cafés diferenciados ou considerados como cafés especiais.”
A produção mundial de café prevista para a safra 2017-2018 está estimada em 159,66 milhões de sacas de 60kg, volume que representa um crescimento próximo de 1,2% em relação à safra anterior.
Reportagem, Cintia Moreira
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