LOC.: Os debates sobre a reforma da Previdência continuam a todo o vapor no Congresso Nacional. Na última quarta-feira (19) o relator da proposta, deputado Arthur Maia (PPS-BA), leu o relatório do projeto na Câmara. Entre as principais mudanças apresentadas, está a redução da idade mínima de aposentadoria das mulheres de 65 para 62 anos de idade. Anteriormente, a proposta do Governo era de que homens e mulheres se aposentassem com a mesma idade de 65 anos. Para Arthur Maia, existem razões para essa diferenciação.
TEC/SONORA: Arthur Maia, deputado federal (PPS-BA)
"A discrepância resulta do reconhecimento de que ainda não se obteve a igualdade social entre gêneros. A própria exposição de motivos que acompanha a PEC conduz a tal conclusão na medida em que veicula quedas insignificantes no desequilíbrio entre homens e mulheres no que diz respeito ao tempo despendido em afazeres domésticos."
LOC: Na avaliação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), a reforma da Previdência é essencial para a economia brasileira. Ela acredita, no entanto, que a medida ainda precisa de mais debate, especialmente para que a população entenda as mudanças que vão ocorrer.
TEC/SONORA: Cristiane Brasil, deputada federal (PTB-RJ)
"Do jeito que está, a Previdência vai quebrar. É uma questão de tempo. E, no meu entender, não adianta milhões de brasileiros terem direito à aposentadoria, irem com o cartão na mão à uma agência bancária que, chegando lá, não vai ter dinheiro para pagar. Portanto, a reforma é necessária, porém, existem pontos que ainda precisam de maior esclarecimento para a população e mais debate."
LOC: As regras que foram apresentadas nesta quarta-feira (19) não são válidas para os servidores estaduais, que precisarão aprovar as próprias reformas. Depois que a reforma for aprovada, os estados vão ter seis meses para mudar os regimes estaduais. Se não fizerem isso, deverão seguir as regras nacionais. A previsão do Governo é que o relatório apresentado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) seja votado já a partir do dia 2 de maio. Durante a semana que vem, o texto vai ser discutido pelos deputados.
Reportagem, Bruna Goularte