Em meio à crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos, temas relacionados ao desemprego têm se tornado centrais quando o assunto é a recuperação econômica. São José dos Campos, por exemplo, fechou mais de 1.300 vagas de emprego no período de maio de 2017 a abril de 2018.
E quando se trata dos pré-candidatos à presidência da República, a temática não é diferente: os futuros candidatos têm tratado o combate ao desemprego como prioritário em suas propostas de governo.
O pré-candidato Guilherme Boulos, do PSOL, por exemplo, defendeu em entrevista ao site BBC que “o caminho para estimular a economia é investimento público direto em áreas fundamentais [...] de infraestrutura social que trazem uma série de benefícios para o conjunto da sociedade, ao mesmo tempo que geram emprego.”
Geraldo Alckmin, pré-candidato pelo PSDB, também falou sobre o desemprego. Em sabatina realizada pela Folha de S. Paulo, UOL e SBT, Alckmin disse acreditar na retomada da economia.
“O Brasil vai voltar a crescer. Não é razoável ter 13 milhões de desempregados, mais outros milhões no desalento”.
Já o pré-candidato do PSL à Presidência, o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) afirmou em sabatina promovida pelo jornal "Correio Braziliense" que é preciso dar “liberdade aos empresários”.
“Um presidente da República, um governador, um prefeito, ele não cria emprego. A não ser que ele abra concurso ou leve em votação o surgimento de novos cargos comissionados. O que o governo tem que fazer é não atrapalhar quem quer empreender, quem quer investir, quem quer produzir alguma coisa”.
E não só a situação do desemprego no Brasil é destaque entre os pré-candidatos. Ciro Gomes, do PDT, chegou a se pronunciar sobre a situação no Vale do Paraíba e citar municípios como São José dos Campos.
“São José dos Campos e Taubaté iniciaram o ano passado entre as 370 cidades de São Paulo - com mais de 10 mil habitantes - que mais destruíram empregos. Isso não é brincadeira. Entre as 20 cidades que mais destruíram empregos em São Paulo, estão a cidade de São José dos Campos e Taubaté, que são lugares de uma indústria moderníssima, com infraestrutura. Isso se deve à política econômica desastrada que governa o nosso país”.
O pré-candidato aponta que a solução para superar o desemprego passa, entre outras coisas, por uma nova política cambial.
“É claro que nós temos que entender que a saída disso está em compreender bem as causas. Parte delas são de difícil explicação porque envolve uma compreensão técnica, mas tem a ver com a taxa de câmbio do país. Nós estamos estudando muito como corrigir isso, mas a outra é mais fácil de entender: o juro, que o sistema financeiro brasileiro protegido pelos governos que se sucedem, é consistentemente na ponta, o maior juro do mundo”.
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, nos quatro primeiros meses do ano, o município de São José dos Campos mais demitiu do que contratou: foram 22.385 pessoas empregadas com carteira assinada no município, enquanto 22.481 foram demitidas de seus empregos. Essa diferença mostra que o município fechou 96 postos de trabalho formais no período.
Reportagem, Juliana Gonçalves