Política - undefined·11 de junho de 2018

Presidenciáveis sugerem medidas de combate ao desemprego

<p>Neste ano, S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos mais demitiu do que contratou: foram 22.385 pessoas empregadas com carteira assinada, enquanto 22.481 foram demitidas de seus empregos</p>

Por Agência do Rádio
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Em meio à crise econômica que atingiu o Brasil nos últimos anos, temas relacionados ao desemprego têm se tornado centrais quando o assunto é a recuperação econômica. São José dos Campos, por exemplo, fechou mais de 1.300 vagas de emprego no período de maio de 2017 a abril de 2018.

E quando se trata dos pré-candidatos à presidência da República, a temática não é diferente: os futuros candidatos têm tratado o combate ao desemprego como prioritário em suas propostas de governo.

O pré-candidato Guilherme Boulos, do PSOL, por exemplo, defendeu em entrevista ao site BBC que “o caminho para estimular a economia é investimento público direto em áreas fundamentais [...] de infraestrutura social que trazem uma série de benefícios para o conjunto da sociedade, ao mesmo tempo que geram emprego.”

Geraldo Alckmin, pré-candidato pelo PSDB, também falou sobre o desemprego. Em sabatina realizada pela Folha de S. Paulo, UOL e SBT, Alckmin disse acreditar na retomada da economia.

“O Brasil vai voltar a crescer. Não é razoável ter 13 milhões de desempregados, mais outros milhões no desalento”.

Já o pré-candidato do PSL à Presidência, o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) afirmou em sabatina promovida pelo jornal "Correio Braziliense" que é preciso dar “liberdade aos empresários”.

“Um presidente da República, um governador, um prefeito, ele não cria emprego. A não ser que ele abra concurso ou leve em votação o surgimento de novos cargos comissionados. O que o governo tem que fazer é não atrapalhar quem quer empreender, quem quer investir, quem quer produzir alguma coisa”.

E não só a situação do desemprego no Brasil é destaque entre os pré-candidatos. Ciro Gomes, do PDT, chegou a se pronunciar sobre a situação no Vale do Paraíba e citar municípios como São José dos Campos.

“São José dos Campos e Taubaté iniciaram o ano passado entre as 370 cidades de São Paulo - com mais de 10 mil habitantes - que mais destruíram empregos. Isso não é brincadeira. Entre as 20 cidades que mais destruíram empregos em São Paulo, estão a cidade de São José dos Campos e Taubaté, que são lugares de uma indústria moderníssima, com infraestrutura. Isso se deve à política econômica desastrada que governa o nosso país”.

O pré-candidato aponta que a solução para superar o desemprego passa, entre outras coisas, por uma nova política cambial.

“É claro que nós temos que entender que a saída disso está em compreender bem as causas. Parte delas são de difícil explicação porque envolve uma compreensão técnica, mas tem a ver com a taxa de câmbio do país. Nós estamos estudando muito como corrigir isso, mas a outra é mais fácil de entender: o juro, que o sistema financeiro brasileiro protegido pelos governos que se sucedem, é consistentemente na ponta, o maior juro do mundo”.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, nos quatro primeiros meses do ano, o município de São José dos Campos mais demitiu do que contratou: foram 22.385 pessoas empregadas com carteira assinada no município, enquanto 22.481 foram demitidas de seus empregos. Essa diferença mostra que o município fechou 96 postos de trabalho formais no período.

Reportagem, Juliana Gonçalves

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