As declarações do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, publicadas nesta terça-feira (3) no Twitter, provocaram uma série de reações entre representantes políticos e militares do Brasil.
O ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, foi um dos que comentou o post de Villas Boas. Ao jornal ‘O Globo’, o militar disse que a população "pode ficar tranquila" em relação ao que foi dito, pois, as palavras do comandante foram no sentido contrário ao uso da força.
O pré-candidato à presidência da República, deputado Jair Bolsonaro, se manifestou em apoio às palavras do general Villas Boas. Também em post no Twitter, o parlamentar diz que “o partido do Exército é o Brasil. Homens e mulheres de verde servem à Pátria. Seu comandante é um soldado a serviço da democracia e da liberdade”.
O deputado Ivan Valente (PSOL-RJ) fez uma publicação onde afirma que “Villas Boas despertou forte reação de todos aqueles que defendem a Democracia [...] e prezam pelas garantias constitucionais como a presunção da inocência” e concluiu dizendo que “é hora da democracia vencer a chantagem.”
O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot também respondeu ao que disse Villas Boas. No Twitter, o jurista escreveu que “isso definitivamente não é bom” e lembra à intervenção de 1964, afirmando que não seria aceitável que isso acontecesse novamente.
Nesta terça-feira (3), o general Villas Boas escreveu, em sua conta no Twitter, que assegura “à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”
O post foi feito na véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros da Suprema Corte analisam um pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do petista.
Se o pedido for negado, Lula poderá ser preso em virtude da condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). A condenação de Lula já foi confirmada em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).
Reportagem, Marquezan Araújo