Saúde - undefined·23 de março de 2018

PORTO ALEGRE (RS): Tuberculose inspirou criação de jornal

Por Agência do Rádio
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Você já deve conhecer o ditado: “Quando a vida te dá um limão, faz uma limonada”. Certo? E foi exatamente isso que o comunicador Paulo Roberto Corrêa, de 61 anos, morador da Zona Norte de Porto Alegre, fez. No ano passado, ele recebeu o diagnóstico de Tuberculose e descobriu que precisaria ficar internado no hospital Partenon para fazer um tratamento de 18 meses.


“Conversando aqui com a doutora Marta, psicóloga, ela disse: ‘Paulo vamos ter que arranjar alguma coisa para que tu passes o tempo mais confortável. Algum tipo de atividade.’ E, profissionalmente, eu sempre escrevi. Aí surgiu a ideia de a gente fazer um jornal aqui dentro [do hospital]. Trabalho bem interessante que a gente pretende manter. E levar esse jornal para o maior número de pessoas.”

Nem todos os pacientes ficam internados em tempo integral. Muitos precisam voltar ao trabalho e ao convívio social, o que por vezes é preocupante pelo medo da contaminação. Mas a Coordenadora do Programa de Controle a Tuberculose do Ministério da Saúde, Denise Arakaki, explica em quais situações há maior risco de transmissão.


“A Tuberculose aumenta sua possibilidade de transmissão quanto maior for o convívio, então as pessoas que estão compartilhando o mesmo ambiente. Estão no domicílio, dormem no mesmo quarto, vivem na mesma casa, trabalham na mesma sala de escritório, pequena e mal ventilada e ficam ali 10, 12 horas por dia. Essas pessoas precisam ser investigadas para ver se adquiriram o bacilo. Ainda que tenham adquirido somente o bacilo, isso não quer dizer que a pessoa vá adoecer, mas quando a gente faz a identificação é possível tratar aquela pessoa para que ela não desenvolva a Tuberculose, ou seja, vamos fazer uma prevenção para que aqueles comunicantes não desenvolvam a Tuberculose.”

O diagnóstico da Tuberculose é feito nas unidades de saúde da região. E quem mora em Porto Alegre, precisa ficar ainda mais atento porque essa é a quarta capital com maior número de casos de Tuberculose no país e a sexta com mais mortes pela doença. Então fique atento: tossiu por mais de três semanas, tem febre ao final do dia, acorda com o pijama molhado de suor ou tem perdido muito peso? Vá a unidade de saúde mais próxima e conte os sintomas à equipe de saúde. Ajude a deixar essa doença no passado. Para mais informações, acesse saude.gov.br.
 

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