Saúde - undefined·21 de março de 2020

Políticas de manutenção de empregos devem minimizar impacto do coronavírus

Como medida preventiva, o governo federal está definindo políticas que buscam minimizar o impacto da crise nas empresas brasileiras

Por Thiago Marcolini
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Com a pandemia do coronavírus em diversos países do mundo, há aproximadamente três meses, a economia global sofreu um baque inevitável. Como medida preventiva, o governo federal está definindo políticas que buscam minimizar o impacto da crise nas empresas brasileiras, entre elas iniciativas para manter os empregos. 

Entre as medidas anunciadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, estão o adiamento por três meses do pagamento do FGTS pelas empresas, e o adiamento, pelo mesmo período, da parte da União no Simples Nacional. 

Na prática, o governo está permitindo que as empresas tenham dinheiro em caixa para que funcionários continuem recebendo, e pagar, por exemplo, dívidas trabalhistas. 

Para o advogado especialista em Direito do Trabalho e do Consumidor Leandro Gobbo, a evolução do coronavírus no Brasil exigirá novas medidas econômicas do governo.

“A situação está evoluindo muito rapidamente, então nós só saberemos todas as medidas e o prazo de todas as medidas com a evolução dos números. Então nós só vamos conseguir saber em abril ou maio exatamente quais serão todas as medidas do governo. Hoje são três meses. Esse número pode mudar”.

A suspensão de pagamentos do FGTS deve ser proposta por projeto de lei ou edição de uma Medida Provisória (MP) no Congresso Nacional. Já a suspensão do Simples Nacional pode ser resolvida por meio de resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional. 

Com a rápida disseminação do coronavírus, muitas empresas têm liberado os funcionários para trabalhar de casa, no chamado home office. O isolamento social é uma medida preventiva contra a disseminação do Covid-19.

Quem tem algum sintoma da doença, como febre e tosse seca, deve usar a máscara protetora mesmo que esteja em casa, para evitar a transmissão do coronavírus para as pessoas próximas. O uso do kit de proteção, no entanto, deve ser feito apenas pelo doente, como ressalta o secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

“Se estiver doente, use a máscara para se deslocar, para ficar em casa, ali junto com as outras pessoas. O uso tem que ser racional. Nós não estamos recomendando usar máscara para quem não está doente”.

Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) dos 26 estados e do Distrito Federal estão aptos a realizar exames que identificam o coronavírus. O Ministério da Saúde estima que o período crítico da pandemia no Brasil deve durar de 60 a 90 dias. 

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SOBRE

Thiago Marcolini

Jornalista formado há quatro anos, com experiência em redação, rádio e assessoria de imprensa. Trabalhou na cobertura da Copa do Mundo 2014 e nas duas últimas eleições presidenciais. Antes de ingressar na equipe do Brasil61, passou pela Band News FM, Agência Brasília, além de ter trabalhado também com comunicação corporativa.

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