O deputado Federal Daniel Vilela (PMBD-GO), que foi presidente da comissão especial que debateu a proposta, acredita que a reforma deve tramitar normalmente no Senado, mesmo com os ânimos exaltados entre os parlamentares.
TEC./SONORA: Daniel Vilela, deputado Federal (PMDB-GO)
“Por ser, também, uma matéria que exige apenas a maioria simples e pelo perfil do Senado, hoje, eu acho que ela tem todas as condições de seguir normalmente. É lógico que o ambiente político tem um pouco mais de conturbação nesse momento, mas eu penso que ela deve caminhar.”
TEC./SONORA: Daniel Vilela, deputado Federal (PMDB-GO)
“O Brasil vive a pior crise de desemprego de toda a história. Nós temos mais de 14 milhões de desempregados. E o que acontece? Os empresários, hoje, têm receio de contratar porque existe um alto número de demandas judiciais, de processos judiciais trabalhistas. Mas a gente entende que muitas dessas situações podem ser resolvidas de forma conciliada entre patrão e empregado. E é isso que é proposto nesse texto”.
TEC/SONORA: José Márcio Camargo, Especialista em Economia da PUC-RJ
“Na prática o que vai mudar é que os empresários vão ter uma capacidade maior de definir quanto custa um trabalhador e, por outro lado, isto significa que ele vai ter uma maior disponibilidade para empregar mais trabalhadores, o que vai gerar uma redução na taxa de desemprego no longo prazo.”
LOC.:O relatório apresentado pelo Senador Ricardo Ferraço tem 74 páginas é favorável ao texto aprovado na Câmara dos Deputados. O parlamentar rejeitou as 193 emendas que foram apresentadas no Senado, mas sugeriu que alguns pontos sejam vetados pela Presidência ou reformulados por meio de Medidas Provisórias. O próprio Ferraço poderia ter retirado essas partes do texto, mas isso faria com que o projeto tivesse que retornar para nova análise na Câmara.
Reportagem, Bruna Goularte