Brasil - undefined·16 de março de 2018

Polícia Civil investiga participação de segundo carro em morte de Marielle

<p>Ve&iacute;culo permaneceu em frente ao evento em que a vereadora estava antes de ser assassinada</p>

Por Agência do Rádio
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando se um segundo carro participou do ataque que resultou no assassinato da deputada Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro, e do motorista Anderson Pedro Gomes. De acordo informações divulgadas pelo portal G1, investigadores já teriam imagens que mostram um carro parado na porta do evento em que Marielle estava, no bairro da Lapa, momentos antes do crime. Marielle ficou cerca de duas horas no local. A suspeita é que o veículo em questão teria dado cobertura aos assassinos. A Polícia Civil não divulgou as imagens das câmeras que mostram o carro.

De acordo com os peritos, a arma utilizada no crime foi uma pistola nove milímetros, que teria sido utilizada por alguém experiente. Apesar dos vidros escuros, os disparos atingiram justamente onde estava Marielle, no banco de trás, o que indica que os assassinos estavam observando a vereadora. Durante uma nova perícia, a polícia revelou que foram efetuados 13 tiros, nove deles na lataria e quatro nos vidros.

Marielli foi a quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016

Apenas a assessora de Marielle sobreviveu ao ataque e logo prestou depoimento à Divisão de Homicídios, que investiga o caso. Uma segunda testemunha foi ouvida durante a madrugada. A Polícia Civil afirmou que a principal linha de investigação é de execução, já que os criminosos não levaram nenhum pertence das vítimas. No entanto, outras possibilidades não foram descartadas.

Durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer comentou o assassinato da vereadora carioca.
“O assassinato da vereadora Marielle e de seu motorista Anderson Gomes é um inaceitável, inadmissível. Assim como todos os outros assassinatos que ocorreram no Rio de Janeiro. É um verdadeiro atentado contra o estado de direito e a democracia.”

O presidente deixou a Polícia Federal à disposição para ajudar nas investigações do crime.

Marielle tinha 38 anos, foi a quinta vereadora mais votada nas eleições de 2016 com mais de 46 mil votos na primeira disputa eleitoral. Ela era socióloga formada pela PUC do Rio de Janeiro e mestra em administração pública pela Universidade Federal Fluminense. No dia 28 de fevereiro, Marielle passou a fazer parte da comissão que fiscaliza as ações da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.

Reportagem, Raphael Costa
 

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