Política - undefined·20 de novembro de 2017

Podem salvar o país, diz Maia sobre mudanças nas regras de aposentadoria

<p>O texto que tem enfrentado resist&ecirc;ncia dos parlamentares est&aacute; parado na pauta do Plen&aacute;rio da C&acirc;mara h&aacute; pelo menos seis meses</p>

Por Agência do Rádio
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A articulação do governo para aprovar a Reforma da Previdência, ainda que parcialmente, tem dominado a agenda oficial de parlamentares da base aliada. Nesta segunda-feira (20), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ressaltou durante evento em Porto Alegre a preocupação com a votação das reformas para o país. Segundo ele, as mudanças nas regras de aposentadorias serão a "salvação do país", já que visam acabar com uma desigualdade social.

“Com toda a falta de votos que nós temos hoje, eu assumo total responsabilidade junto com todos aqueles que acreditam na importância dessa reforma da Previdência, que vai ter um objetivo claro: acabar com uma transferência de renda injusta que tem no Brasil. Hoje, os brasileiros mais pobres financiam a aposentadoria dos que ganham mais, é isso que acontece. Por que os mais pobres se aposentam com 65 anos, e os que ganham mais conseguem se aposentar com 50, 52 54, 56 anos. Por isso que a gente precisa fazer a reforma da Previdência, para que essa injustiça acabe no Brasil”.

Em contrapartida, especialistas questionam a existência de um rombo na previdência. Segundo o economista e professor de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB), Rodrigo Priciteli, a reforma é discutível, principalmente por conta dos números apresentados pelo governo.

“Se a gente consultar, por exemplo, os inúmeros, dezenas de depoimentos de especialistas que compareceram à CPI da Previdência no Senado Federal, a conclusão é de que ela não é necessária, pelo menos não é urgente. E que, da forma como está proposta é inapropriada, é inoportuna. Na realidade, há questionamentos de fundo, questionamento, por exemplo, sobre os dados apresentados pelos meios oficiais”.

O texto que tem enfrentado resistência dos parlamentares está parado na pauta do Plenário da Câmara há pelo menos seis meses. Para resolver o impasse, o governo resolveu retirar alguns pontos da reforma, mas não abre mão de manter a idade mínima para a aposentadoria e a equiparação das regras do setor público e privado.

Reportagem, Tácido Rodrigues
 

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