LOC [JANARY]: Olá! Muito bem vindo você que resolveu dar uma Pausa para Saúde. Eu sou Janary Damacena e hoje estou acompanhado pela querida Aline do Valle, que vai me ajudar no tema desta edição. Além disso, contamos com o Fabrício Lázaro na operação de áudio. E no programa desta semana, nós vamos conversar um pouco a respeito das doenças do sangue, em especial a hemofilia, já que o começo do ano marca o dia nacional das pessoas com a doença.
LOC [ALINE]: É isso mesmo Janary! E para você que nos ouve ter uma ideia geral da importância desse tema, saiba que o sangue circula por todo o nosso corpo, na missão de levar oxigênio e nutrientes para cada um dos tecidos que compõem o organismo. Além disso, transporta hormônios e células de defesa, para assegurar que as funções corporais serão desempenhadas normalmente. E para nos acompanhar durante esta edição do Pausa para Saúde, estamos com a participação do coordenador-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag. O pode dar um panorama geral sobre o que são as doenças do sangue?
SONORA [FLÁVIO 01]: “Doenças do sangue são caracterizados por alguns aspectos, mas no caso das que nós temos de coagulopatias que estão coagulopatia são doenças que dificultam ou impedem a coagulação do sangue Ou seja a pessoa tem um sangramento a pessoa normal ter Sangramento depois um pequeno tempo aquilo para se criar os tampões e etc. Algumas pessoas que sofrem de doenças do sangue como hemofilia por exemplo Elas têm deficiência de alguns dos fatores que levam a essa coagulação que que isso resulta que ela sangramento descer e muitas vezes banais e rapidamente controlados pelo próprio organismo nas pessoas saudáveis nessas pessoas que são portadoras da hemofilia e sangramento ele não fecha ele continua sangrando e tem que tomar algumas medidas como dar os fatores externos a mente para tentar coibir esse sangramento”.
LOC [JANARY]: E é nesse contexto que nós temos de falar sobre a hemofilia, pois existem 13 tipos diferentes de fatores de coagulação e os seus nomes são expressos em algarismos romanos. Assim, existe desde o Fator I até o Fator XIII. Esses fatores são ativados apenas quando ocorre o rompimento do vaso sanguíneo, onde a ativação do primeiro leva à ativação do seguinte até que ocorra a formação do coágulo pela ação dos 13 fatores. É isso mesmo, doutor Flávio?
SONORA [FLÁVIO 02]: “Existem alguns tipos de hemofilia sessão diferença de fatores, mas na prática O resultado é o mesmo é a dificuldade de coagulação do sangue é uma doença Genética é uma doença rara e ela atinge praticamente só meninos raros casos de meninas porque a doença transmitida por um gene ligado ao cromossomo x da mulher, então a mulher teria que ter os dois cromossomos X para o ter hemofilia, no homem, não, um só cromossomo X tendendo ao gênero hemofilia ele já se torna hemofílico”.
LOC [ALINE]: Os pacientes com hemofilia podem ser atingidos desde a primeira infância, e isso quer dizer logo os cinco primeiros anos de vida, o que causa danos no aparelho locomotor como artrose, deformidades e dor nas juntas. Além disso, compromete a qualidade de vida da pessoa e produz impacto social na vida do paciente.Então diante de um cenário como esses, o que temos como oferta de tratamento?
SONORA [FLÁVIO 03]: “No caso da hemofilia existe hoje muitos tratamentos isso começou a se lá atrás na década de 40 com transfusões de sangue, com o tempo, evolução científica, foram sendo desenvolvidos novos medicamentos que mais específicos né então já se algum desde a década de 70 80 já se identificavam quais eram os fatores que faltavam e já se conseguia tirar de sangue doado para as pessoas saudáveis e isolar esses fatores para injetar o fator específico que essa pessoa tem falta mais recentemente desenvolveu-se a esses fatores e falo por Engenharia Genética são os fatores recombinante, então a questão que existia no passado de os fatores dele ser muito complicado de conseguir as quantidades muito baixos porque dependia das duas sangue alguns desses fatores hoje já são produzidos por Engenharia Genética o Ministério da Saúde fornece gratuitamente esse tratamento para todos os portadores de hemofilia do Brasil todos eles são cadastrados nos hemocentros estaduais ou de suas idades eles recebem regularmente essa reposição de fatores quando alguma situação por exemplo a esse paciente vai ter que fazer uma cirurgia aonde sangramento pode ser mais importante para ser reforço antecipado dessa reposição de fatores mesmo às vezes procedimentos como uma extração dentária pode causar um sangramento Então tá se manipula isso de forma bastante adequada”.
LOC [ALINE]: Certo doutor, mas e o que as pessoas que têm alguma doença do sangue podem receber de tratamento fornecido pela rede pública de saúde?
SONORA [FLÁVIO 04]: “Existem outras doenças do sangue que são parecidas em alguns aspectos com a hemofilia, e em outros, não eu vou mencionar duas dessas doenças que são alterações da substância dentro do glóbulo vermelho né que tem uma hemoglobina e algumas hemoglobinas vem com defeito por uma pessoa genética também uma delas que talvez seja mais prevalente no Brasil seja mais frequente encontrada no Brasil é a doença falciforme é doença falciforme é um defeito genético onde as hemácias dos glóbulos vermelhos adquire um formato diferente do glóbulo vermelho normal e isso leva a entupimento de artérias e veias, dá trombose, quer dizer, pode levar né, em algumas situações. Essa doença falciforme ela tem uma característica de ser mais frequente nas soas que são afrodescendentes por uma questão também de genética epidemiologia então algumas alguns estados do Brasil que você tem o maior número de pacientes conversar falciformes, por exemplo, uma Bahia agendamento de todos os estados do Brasil o tratamento também consiste em transfusão de sangue quando existe essas crises que tem trombose você tem que fazer apontamento apropriado para trombose para fazer com que esse sangue volte a fluir é uma doença que não tem cura ele é uma doença crônica, portanto seja a pessoa nasce com isso e segue a vida inteira com isso é importante também comentar que no teste do pezinho se faz no Brasil já se pesquisa no recém-nascido se ele tem doença falciforme então isso consegue ser identificado ao nascer basicamente até esse pezinho obrigatório em todo país então isso já é um grande avanço já está Já tem alguns anos que se faz isso não é não é de hoje que faz com que a gente consigamos muito precocemente detectar crianças que tenham essa doença falciforme ou às vezes tem essa falciforme numa intensidade menor não existem vários tipos de situações mais graves menos grátis e já inicia-se um acompanhamento na no susto na rede do SUS que compreende avaliar essas situações onde ele pode ter necessidade de transfusão orientações dietéticas tentações de comportamento e médicos ela tem uma tô lojista de acompanhamento de excedentes A fisioterapeutas então as doenças do teste do pezinho no caso também chamado a doença falciforme já detecta e já faz com que essa criança entra no programa de acompanhamento dentro do SUS”.
LOC [JANARY]: Um dos pontos importantes sobre este assunto, diz respeito às doações de sangue, uma vez que muitas das pessoas que têm alguma doença relacionada ao sangue precisam receber transfusão com certa frequência. Qual é exatamente essa relação, doutor Flávio?
SONORA [FLÁVIO 05]: “Todos esses tratamentos e voltando agora, por exemplo, temos que dia que nós temos número razoavelmente grande de hemofílicos no Brasil em torno de 20000 pessoas elas estão todas catalogadas e acompanhadas pelos hemocentros a medicação que eu estava comentando são vários tipos de medicação que podem ser usadas elas são de bastante alto custo Então existe um orçamento dedicado a compra nós temos já há alguns anos não existe falta nesses pacientes que não receba todos eles se inscreve no programa e são acompanhados recebe a medicação adequada nas quantidades necessárias alguns pacientes mais velhos podem fazer um dois três anos sem receber medicação eles estão bem mas isso é uma companhamento continuo da rede de saúde que para determinar as necessidades de consumo muitos desses passei Como Eu mencionei a pouco necessitam de transfusões de sangue então aqui eu gostaria de também de aproveitar o momento ressaltar a importância da doação de sangue pela população todas as doações de sangue são voluntárias são gesto altruísta um gesto de generosidade das pessoas que dão seu sangue que vão ser utilizados em situações de outras pessoas doentes em situações de emergência como acidentes cirurgias de grande porte e os pacientes que têm essas doenças do sangue ela recebe precisam desse dessa doação é o sangue é insubstituível não tem como não existe até hoje nenhuma substância de uma vida que possa substituir o sangue nessa época de 15 anos Janeiro férias em Julho normalmente existe uma baixa da doação Por que as pessoas estão viajando estou em férias são férias e acabam não doando então eu volto a dizer que é muito importante essa conscientização que as pessoas doem sangue regularmente”.
LOC [ALINE]: Muito obrigado pelas informações doutor Flávio Vormittag, obrigada por compartilhar conhecimentos conosco e os ouvintes. Mas com essa última observação, nós chegamos ao fim desta edição do Pausa para Saúde. E para você que nos ouve, uma ótima semana.
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