LOC [JANARY]: Olá! Queridos ouvintes do Pausa para Saúde. Eu sou Janary Damacena e, além do Fabrício Lázaro na operação de áudio, estou acompanhado pela minha querida amiga Aline do Valle para bater um papo a respeito da Aids e o HIV. E porque escolhemos esse tema para a edição desta semana? Porque o Brasil chegou aos 30 anos de luta contra o HIV e aids registrando um número expressivo de queda nas mortes pelo país.
LOC [ALINE]:Nossa! Essa é uma notícia realmente incrível! Mas ouça isso aqui Janary, segundo esse Boletim Epidemiológico, em quatro anos a taxa de mortalidade pela doença passou de cinco pessoas para cada 100 mil habitantes em 2014, para quatro mortes em 2017. Essa redução está ligada à garantia do tratamento para todos, assegurada em 2013; à melhoria do diagnóstico; além da ampliação do acesso para testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
LOC [JANARY]: Exatamente Aline, mas isso é uma coisa que a gente vai abordar mais lá na frente um pouco. Agora é hora de chamarmos a nossa primeira participação, que é adoutora Adele Benzaken, que é diretora do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, HIV e Aids do Ministério da Saúde. Doutora Adele, qual a diferença entre o HIV e a Aids?
SONORA [ADELE 00]:
LOC [ALINE]: Então agora que temos a explicação sobre a doença, nós vamos agora ouvir a história de duas pessoas que convivem com o HIV. São histórias de luta e superação por uma vida melhor e para ajudar outras pessoas na mesma situação. Primeiro temos o relato do Lucas Martins, de Maringá no interior do Paraná.
SONORA [LUCAS 00]:
LOC [JANARY]: A Rafaela Neves Vieira tem 27 anos e foi infectada pelo vírus do HIV durante a gestação, quando era apenas um bebê na barriga da mãe, mas o diagnóstico só revelou a doença quando ela tinha dois anos de idade.
SONORA [RAFAELA 00]:
LOC [ALINE]: Pois é, Janary, e esse caso da Rafael também foi abordado pelo boletim epidemiológico, que revelou diminuição significativa da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebês reduziu em 43% entre 2007 e 2017, caindo de 3 casos para 2 por cada 100 mil habitantes. Um dos motivos para isso foi o aumento da testagem na Rege Cegonha, que contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes.
LOC [JANARY]: E esse documento ainda mostra que em 2017, a taxa de detecção foi de 2 casos para cada 100 mil habitantes e nos últimos 7 anos, ainda houve redução de 56% de infecções de HIV em crianças expostas infectadas pelo HIV após 18 meses de acompanhamento.
LOC [ALINE]: Mas existe um fator importante em toda essa redução de casos e na taxa de mortalidade. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para essa queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. Agora sim é hora de falar a respeito do tratamento para todos, então, doutora Adele, explica isso para a gente, por favor!
SONORA [ADELE 01]:
LOC [JANARY]: E a respeito do tratamento, conta pra gente um pouco como foi a sua experiência Lucas.
SONORA [LUCAS 01]:
LOC [ALINE]: Mas Lucas, o que você acha que mudou na sua vida de quando você passou a adotar o tratamento de uma forma séria?
SONORA [LUCAS 02]:
LOC [JANARY]: Masapesar dos avanços no combate à doença, no tratamento e na prevenção, ainda existe preconceito por diversos motivos, não é mesmo Rafaela?
SONORA [RAFAELA 01]:
LOC [ALINE]:Então, agora que ouvimos todos esses relatos do Lucas e da Rafaela, além das explicações da doutora Adele, fica aqui nosso agradecimento por compartilharem dessas experiências. E vale destacar que o SUS disponibiliza testes rápidos para a detecção do vírus nas unidades de saúde do país. Em 2018, foram distribuídos mais de 12 milhões de unidades. Como a detecção do vírus impacta no início precoce do tratamento, a partir de janeiro também terá na rede pública a oferta do autoteste de HIV para populações-chave e pessoas em uso de medicamento de pré-exposição ao vírus.
LOC [JANARY]: Além disso, Aline, o autoteste de HIV já é vendido nas farmácias privadas do país, mas os resultados não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Em caso de resultado positivo, o Ministério da Saúde orienta a busca por um serviço de saúde. Nas caixas de autoteste de HIV, tem um número 0800 do fabricante para tirar dúvidas e orientar as pessoas. Este serviço vai funcionar 24 horas nos sete dias da semana. E quem quiser, ainda pode procurar informações pelo Disque Saúde 136 e no site www.aids.gov.br/autoteste.
LOC [ALINE]: Mas com essa última informação nós chegamos ao fim desta edição do Pausa para Saúde. Para você que nos ouve, uma ótima semana. E se você quiser ouvir outros programas e acompanhar nosso Podcast de perto é só ficar e olho nas nossas redes sociais. Facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude.
LOC [JANARY]: Ah, e participar do nosso programa é fácil, basta enviar uma mensagem pro nosso WhatsApp pelo telefone (61) 9-9288-9677. Mande em formato dizendo formato de áudio dizendo o seu nome, cidade e estado. Exemplo: Meu nome é Janary Damacena, sou de Brasília, Distrito Federal. E então, fale sua dúvida ou sugestão de tema para o Podcast. Lembrando: nosso telefone é (61) 9-9288-9677.