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LOC 1: O presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, Ricardo Alban, avaliou positivamente as medidas anunciadas pelo governo no âmbito do Plano Brasil Soberano, para enfrentar o aumento de até 50% nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Alban destacou que o plano contempla diversas demandas da indústria, prioriza a continuidade das negociações com os Estados Unidos e mantém a abertura para novas ações, caso necessário.
TEC./SONORA: Presidente da CNI, Ricardo Alban.
“Recebemos positivamente, não só pelas medidas estarem contemplando muitas das nossas demandas que foram feitas pelas indústrias, pelas federações e pelas associações setoriais, mas principalmente porque ela englobou dois conceitos básicos, que seria continuar negociando como prioridade, e o segundo, que se novas medidas forem necessárias, elas serão tomadas.”
LOC 2: O pacote do Plano Brasil Soberano inclui linha de crédito especial de R$ 30 bilhões, com juros reduzidos; diferimento no pagamento de tributos federais por dois meses, ajudando no fluxo de caixa das empresas; Reintegra ampliado, com alíquota de retorno de exportação elevada para até 6% para micro e pequenas empresas e até 3% para médias e grandes; prorrogação do Regime Aduaneiro Especial de Drawback por um ano e melhorias nos instrumentos de garantia à exportação.
A Associação Brasileira da Indústria Química, a Abiquim, também classificou o Plano Brasil Soberano como positivo. Para a entidade, os benefícios oferecidos preservam a competitividade e empregos.
O gerente de Comércio Exterior da Abiquim, Eder da Silva, destaca a importância das ações emergenciais anunciadas pelo governo.
TEC./SONORA: Gerente de Comércio Exterior da Abiquim, Eder da Silva.
“A Abiquim reconhece o esforço do governo em viabilizar emergencialmente um pacote robusto e abrangente de medidas de apoio aos exportadores impactados com o tarifaço norte-americano. Além desse pacote de contingência e uma abordagem mais setorial, apoiamos uma firme e resolutiva retomada das negociações entre as autoridades comerciais e diplomáticas dos dois países, tendo já sinalizado claramente que existe espaço para mais exclusões de produtos químicos do tarifaço, e reforçamos que outras medidas seriam muito bem-vindas para auxiliar o setor nesse momento.”
LOC 3: Segundo a Abiquim, dos 700 itens brasileiros inicialmente sujeitos à tarifa, cinco já foram retirados da lista, representando cerca de UM BILHÃO DE DÓLARES em exportações preservadas. A entidade identificou ainda 90 outros códigos NCM, equivalentes a aproximadamente QUINHENTOS MILHÕES DE DÓLARES anuais, e projeta que as exclusões possam alcançar UM BILHÃO E MEIO DE DÓLARES. No entanto, a ampliação desse montante depende de avanços nas negociações diretas entre Brasil e Estados Unidos.
Reportagem, Deborah Souza.