Educação - undefined·29 de janeiro de 2020

Piso, elevador e coleta de lixo inteligentes: equipes do RJ se preparam para etapa regional de torneio de robótica

Ao todo, 41 equipes de escolas públicas, privadas e da rede SESI apresentarão os projetos neste fim de semana; melhores times garantem vaga na disputa nacional, que será realizada em março, em São Paulo

Por Camila Costa
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Alunos de 41 unidades de ensino do Rio de Janeiro participam, a partir desta sexta-feira (14), da etapa regional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League 2020 (FLL), principal competição da categoria no país. Entre os projetos desenvolvidos pelos 21 times do SESI, estão um elevador que funciona à base de energia solar, um sistema de lixo inteligente e até um piso tecnológico que gera energia a partir do movimento. Os melhores desta etapa, que ocorre em Duque de Caxias, garantem vaga na disputa nacional, que será realizada em março.

A equipe “Dragon Bots”, do SESI de Barra do Piraí, já tem no histórico o gostinho de chegar ao pódio. Os alunos conquistaram o 3º lugar no Torneio Brasil de Robótica (TBR), no ano passado. Para etapa regional da FLL, o projeto a ser apresentado será um piso especial movido a energia cinética, como explica Lucas de Oliveira, de 12 anos, um dos representantes do grupo.

“Começamos pensando em um problema de acessibilidade na nossa cidade e chegamos no piso inteligente, que é o nosso projeto. É movido a energia cinética e pensamos em colocar em um lugar bem movimentado, como a rodoviária. A movimentação das pessoas vai gerar a energia para esse piso levantar a plataforma e permitir que deficientes entrem nos ônibus, hoje eles não têm essa acessibilidade”, explica Lucas de Oliveira, 12 anos, um dos representantes da equipe.

Já os alunos da equipe “Dark Kaiser”, do SESI de Petrópolis, investiram em um projeto para deixar as cidades mais limpas e sustentáveis. A equipe desenvolveu um sistema de coleta de lixo inteligente. Mentor do grupo, Nathan Mendonça, de 13 anos, explica que a intenção é reduzir o trabalho excessivo dos garis e facilitar a separação de resíduos. “Os garis já pegariam o lixo separado por uma máquina, que já vai identificar o tipo de resíduo. A gente pensou nisso também para amenizar o odor que o lixo causa e nas substâncias que podem ajudar na propagação de doenças. Então, a coleta inteligente vai ajudar a reduzir o número de doenças”, espera o jovem.

A equipe “Silver Wolver”, do SESI de Volta Redonda, apostou em um elevador à base de energia solar. Segundo a aluna Maria Lígia Aquino, de 16 anos, o equipamento foi pensado, primeiramente, para atender aos colegas com dificuldades de locomoção da própria escola. “A ideia inicial era fazer o elevador totalmente eletromagnético, mas, por questões de segurança, resolvemos adaptar e mesclar com outro tipo de energia. Nós estudamos com técnicos da área, vimos como funcionava um elevador, as peças, tudo para que tivéssemos uma ideia mais clara do funcionamento, de como aplicaríamos a ideia e como manteríamos a segurança”, aponta.  

A competição

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

Segundo o professor de robótica do SESI-RJ Luiz Henrique Bento, os ganhos educacionais para os alunos são “imensuráveis”. “Ao ofertar aos nossos alunos uma educação completamente inovadora e de qualidade, com avanço tecnológico, a gente rasga a cortina daquele método de educação antigo e realmente protagoniza o aluno como elemento fundamental no processo de aprendizagem”, justifica.  

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SOBRE

Camila Costa

Jornalista formada há 10 anos, foi repórter de política no Jornal Tribuna do Brasil, do Jornal Alô Brasília e do Jornal de Brasília. Por cinco anos esteve no Correio Braziliense, como repórter da editoria de Cidades. Foi repórter e coordenadora de redação na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Presidência da República. Recebeu, por duas vezes, o Prêmio PaulOOctavio de Jornalismo e, em 2014, o Prêmio Imprensa Embratel/Claro 15° Edição. Hoje, Camila é repórter da redação da Agência do Rádio.

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