LOC.: A sensação é de medo.
TEC./SONORA: Antônio Marcelino, secretário Municipal de Saúde
“Eu acho que a Chikungunya foi justamente a doença que mais amedrontou a população.”
TEC./SONORA: Antônio Marcelino, secretário Municipal de Saúde
“Porque a Dengue, até certo ponto, ela tinha um período e não deixava sequelas. E com a Chikungunya, a população viu que existe uma sequela. Isso criou um temor, criou uma sensação de medo em relação a essa doença. Acho que isso deu para a nossa população, um certo receio, uma conscientização e uma vontade de, realmente resolver o problema.”
TEC./SONORA: Valdecir Braz, agente municipal de Saúde
“Ainda tem sequelas: os tornozelos inchados, o braço direito ainda tem formigamento e dores. Eu passei duas semanas impossibilitado mesmo de trabalhar.”
TEC./SONORA: José Cerbino, vice-diretor de Serviços Clínicos do Instituto Nacional de Infectologia da Fiocruz
“O vírus da Chikungunya é um vírus um pouquinho diferente dos outros dois, ele é de uma família diferente, não é um flavivirus. Mas é um vírus muito semelhante e também é transmito pelo mosquito. Então, de novo: ele acontece no mesmo período, nos mesmos locais onde vai acontecer a Zika e a Dengue. A principal característica da Chikungunya é a dor articular, a dor nas juntas. A palavra Chikungunya é uma palavra africana que quer dizer ‘andar recurvado’. E esse andar recurvado é por causa da dor que a pessoa que tem a doença sente. Então é uma doença que também dá febre, que também pode dar manchas pelo corpo, e tem como principal característica a dor e o inchaço nas juntas. Nas mãos, nos pés, nos joelhos. Essa é a principal característica dela.”