Em Pernambuco, as escolas do SESI se prepararam para dar início ao Novo Ensino Médio, aprovado por lei em 2017. Mas nove escolas do estado já vêm trabalhando com a junção de Educação Básica e Educação Profissional, o chamado programa EBEP. Os estudantes aprendem pela manhã as matérias regulares como matemática e português, enquanto à tarde se dedicam a um curso técnico no SENAI.
Para o gerente de educação do SESI em Pernambuco, Michael Groarke, esse modelo facilita o aprendizado e ajuda o alunos a terem mais habilidades quando concluem o terceiro ano e saem para o mercado de trabalho.
“Nós apostamos no EBEP e sempre ficamos muito impressionados com a trajetória dos nossos alunos, uma vez que eles concluem o ensino médio no SESI. Os alunos que também tiveram a oportunidade de fazer um curso técnico no SENAI, percebemos que eles têm um diferencial”
A reforma do ensino médio tem o objetivo de garantir que os conteúdos básicos sejam ensinados a todos alunos, mas que eles também possam aprender mais sobre determinada área do conhecimento, que pode ser linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e ciências da natureza.
O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, defende que a reforma no Ensino Médio era necessária para modernizar o ensino dos alunos e acredita que isso vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria.
“É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.
As escolas brasileiras públicas e privadas têm até 2020 para se adaptarem ao novo modelo do Ensino Médio. De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo é garantir a educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar o ensino à realidade dos estudantes.
Reportagem, Sara Rodrigues