Brasil - undefined·31 de outubro de 2018

PDT, PSB e PCdoB formam pacto que pode rifar PT da liderança da oposição ao governo Bolsonaro

<p>Juntos, os tr&ecirc;s partidos somam 69 deputados, fazendo frente aos 56 petistas eleitos para o pr&oacute;ximo mandato</p>

Por Agência do Rádio
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Derrotado no segundo turno das eleições presidenciais deste ano, o PT pode encontrar dificuldades para liderar a oposição ao governo de Jair Bolsonaro. O partido enfrenta resistência de outras siglas de esquerda que não ficaram satisfeitas com a postura adotada pela legenda durante todo o processo eleitoral.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado na eleição ao Planalto, afirmou nesta semana que foi "miseravelmente traído" pelo ex-presidente Lula e seus "asseclas". O ex-governador do Ceará disse que não declarou voto em Haddad porque não quer mais fazer campanha com o PT.

Esse ressentimento foi parar na Câmara Deputados. O PDT, de Ciro, se aliou ao PSB e ao PCdoB, partido que fez campanha ao lado do PT, indicando a vice da chapa, a deputada estadual Manuela D'ávila (RS). Juntos, os três partidos pretendem formar um bloco parlamentar que poderia somar 69 deputados, fazendo frente aos 56 petistas eleitos para o próximo mandato. A articulação pode tirar do PT a liderança da oposição ao governo Bolsonaro.

Líder do PCdoB na Câmara, o deputado federal Orlando Silva (SP), ressalta que o bloco não rejeita o apoio de outros partidos, mas que o grupo trabalhará em convergência, sem que uma sigla queira se sobrepor a outra.

“Sem vetos a nenhum partido que queria fazer oposição ao governo de Jair Bolsonaro. Nós somos afirmativos, nós vamos priorizar o que nós unifica. E, hoje, o PSB, o PDT e o PCdoB, a partir dos seus líderes, encontram muitas convergências”.

Além dos 56 deputados petistas, outros 10 congressistas do PSOL não se aliaram ao bloco. Orlando Silva, que é ex-ministro do Esporte de Lula e Dilma Rousseff, disse ainda que não existe uma briga contra o Partido dos Trabalhadores, mas, sim, uma luta contra a fragmentação da oposição.

Reportagem, João Paulo Machado

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