Saúde - undefined·11 de julho de 2018

PAUSA PARA SAÚDE: Emergências infantis durante as férias

Por Agência do Rádio
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Olá para você que resolveu dar uma Pausa Para Saúde. Eu Aline do Valle, e meu colega Janary Damacena, estamos aqui para falar de férias! Aquele momento gostoso, divertido – principalmente para as crianças. Não é Janary?

LOC [JANARY]: E quem não gosta de férias né Aline? Mas os pequenos aproveitam ao máximo! É bom demais. Só que é justamente no período de férias que as crianças ficam mais expostas a acidentes que podem acontecer dentro de casa.

LOC [ALINE]: Por isso que é importante criar maneiras de gastar a energias dessa galerinha, mas prestando atenção a alguns detalhes importantes. E criatividade é essencial nessas horas. A Kassandra Vargas é mãe do Guilherme, de 5 anos e da Manuela de 1 a e 5 meses – e teve uma ideia muito boa! Conta mais pra gente, Kassandra.

TEC/SONORA: Kassandra Vargas, 32. Mãe do Guilherme, 5 anos e da Manuela de 1 ano e 5 meses.

“Algumas estratégias que eu usei com o meu filho, foi fazer um percurso pra ele dentro de casa cuidado pra ele não se machucar. Então, fiz um circuito dentro de casa com os próprios móveis. Foi realmente muito divertido ele gostou bastante ele ainda quis preparar o circuito para o pai quando chegasse do trabalho. Depois quando ele saiu até quis fazer de novo com os amigos. E realmente foi momento que ele quis fazer várias vezes gastar bastante energia. Mas, durante o circuito, tinha que ficar de olho porque eu fiz algumas coisas com colchão – segurando ali  para a minha pequena vir atrás . Porque quando tenho mais velho, o mais novo quer copiar o mais velho. E ela tem um ano e cinco meses e tudo que ele fazer da mesma forma. Então, era um olho nele e um olho nela”.

LOC [JANARY]: É... os olhos precisam estar grudados nas crianças principalmente em momentos de brincadeira. Sei disso porque em casa tenho um pimentinha muito esperto e bem curioso. Então, posso dizer com propriedade que a estratégia da Kassandra faz muito bem para as crianças que já estão acostumadas a gastar muita energia na escola. Mas, mesmo com supervisão, acidentes acontecem, não é Kassandra?

TEC/SONORA: Kassandra Vargas, 32. Mãe do Guilherme, 5 anos e da Manuela de 1 ano e 5 meses.

“Realmente os acidentes por mais que a gente tente às vezes acaba acontecendo. E a gente precisa ficar tranquila,  calma e tentar dar aquela atenção e tentar ver agora o que fazer”.

LOC [ALINE]: Saber o que fazer em casos de acidentes é fundamental! Afinal, os primeiros minutos de socorro são decisivos. Por isso, a gente conversou com o Eder Oliveira, que é pediatra intensivista, ou seja, aquele que atende emergências infantis - para entender melhor quais os principais cuidados que devemos tomar e o que fazer em caso de acidente com os pequenos que têm energia pra dar e vender!

TEC/SONORA: Eder Oliveira, intensivista pediátrico.

“Quando a gente fala de acidentes domésticos a gente tem uma escala que é chamada escala de Denver, que avalia quais são as habilidades da criança em cada faixa etária.  Nessa escala de Denver a gente avalia se a criança está desenvolvendo atividades nessa faixa etária. Então a prevenção de acidentes é baseada nas habilidades dela. Cinco anos, é uma criança que já tem mobilidade. Em casa, por exemplo como ela tem mobilidade, ela pode fazer algumas artes: subir nos móveis e pular de cima dos móveis; se mora em apartamento ou mesmo casa em que as janelas não tenham grades ou telas. Elas já conseguem subir em cima do sofá, ou de algum armário. Subir em cima da mesa, e cair da mesa... Então, queda, é um dos acidentes que os pais têm que ficar atentos”

LOC[JANARY]: Precisamos.Mas, então o que fazer em casos de queda?

TEC/SONORA: Eder Oliveira, intensivista pedriatrico.

“Se ela esta consciente, no loca da pancada, gelo nas primeira 24 hora pra diminuir o tamanho do inchaço e observação. E ela precisa ser levada a um centro de referência para ser avaliada por um médico”.

 Mas se a criança não estiver consciente, não espere! A primeira coisa que você deve fazer é chamar por socorro. Você pode usar os telefones 192 – SAMU ou 193 – Corpo de Bombeiros. Além das quedas, as crianças entre 5 e 11 anos estão sujeitas principalmente a queimaduras,  choque elétrico, intoxicação e afogamento. Por isso, é importante saber o que fazer para minimizar os danos caso qualquer uma desses imprevistos aconteçam.

É verdade, Aline. Quando o assunto é criança, atenção deve ser duplicada. No caso de queimaduras, é importante lembrar de cozinhar usando as bocas do fundo do fogão com os cabos das panelas sempre para dentro. Para que as crianças não alcancem os cabos com facilidade e virem a panela em cima delas.

E o fogão não é o único perigo para queimaduras. Papais, mamães, titios. Cuidado com o ferro elétrico. Ele não deve ficar ligado se não tem nenhum adulto por perto! Além disso, é importante deixar o microondas desligado da tomando, pois os pequenos gostam de colocar coisas dentro e apertar botões! 

Ah! Um outro cuidado – que as vezes a gente nem presta atenção –é beber líquidos quentes com a criança no colo, ou perto delas. Afinal, acidentes acontecem...

E se acontecerem, o que fazer doutor Eder?

“Não invente moda! Imediatamente água gelada. É a única coisa que você pode fazer. Outras medidas a gente não é comida que sejam feitas nenhuma receita de vizinha de comadre, jamais. Precisa que alguém especializado dê uma olhada”.

Outra preocupação, principalmente com crianças que já sabem mexer com aparelhos elétricos, ou mesmo as que não sabem, mas colocam ou tiram algo da tomada, é o choque elétrico. Um acidente que pode causar sérios danos às crianças, e até queimaduras. Então, fique atento em como proceder nesse momento. Fala pra gente Eder.

“A primeira coisa: você tem que desligar a energia. Não pense: - Vou me enrolar no lençol, alguma coisa para puxar a pessoa que está no momento do choque. Não faça isso! Então a primeira coisa é desligar a energia. Enquanto você vai atender você já grita por socorro. E eu digo grita, mas é grita mesmo! Pra que alguém venha te ajudar”.

Além de gritar por socorro, peça para que outra pessoa ligue para um dos número de emergência – seja SAMU, 192,  ou Corpo de Bombeiros – 193. Eder, o que fazer para evitar algum tipo de intoxicação com produtos caseiros?

“Como a criança é muito curiosa, ela pode pegar coisas que sejam tóxicas. Então a gente sempre orienta que remédio, veneno e material de limpeza sejam sempre trancados”. 

 Mas a gente sabe que durante as férias, a diversão não fica só dentro de casa. E, geralmente, as famílias passeiam em locais com piscinas, rios... e aí mora outro perigo: o afogamento. Por isso, é importante começar pela prevenção, como explica o pediatra Eder Oliveira.

“Na piscina ou na beira de um rio, o equipamento adequado é o colete - é o que é mais apropriado. Boinha – a boia de braço não tem indicação como prevenção de acidentes. E a outra recomendação perto da água é que a gente nomeie um adulto para cuidar de cada criança. Um adulto cuidando de cinco, seis crianças não tem como. As pessoas que estão ali elas tem que indicar elas tem que indicar, têm que nomear: - Eu vou cuidar de fulano, você vai cuidar de cicrano. Porque se não é aquela velha frase “todo mundo e ninguém”. [Ou seja] todo mundo olhando e ninguém viu, e acontece acidente. Então tem que nomear em voz alta quem está cuidando de quem é essa pessoa tem que estar atenta, estar consciente que ela tá cuidando”.

Doutor, mas se mesmo com a prevenção algo acontecer, quais os passos?

“Se você, por exemplo, numa piscina tirou uma criança diz que tá que tá afogada, você tem que verificar como é que ela está. A gente avalia a três coisas para avaliar a gravidade do atendimento de uma criança: respiração, cor e nível de consciência. Respiração: se a criança está respirando ou não. Cor: se roxinha (cianótica), tá muito pálida ou está corada. E o nível de consciência que vai dizer para você como que está a oxigenação cerebral”.

Lembrando que enquanto um adulto avalia a criança, outra pessoa já deve entrar em contato com o socorro por meio dos número 192 ou 193.

Bom, nosso programa está quase chegando ao fim. Mas antes de irmos, escute só mais um recadinho dado pelo pediatra Eder Oliveira que nos acompanhou neste Podcast.

“Férias vai ter muita gente junto então fique atento com seus filhos. Infelizmente outra coisa que a gente vê - não é muito comum, mas a gente vê - são sequestros de crianças. Não quero colocar terror na cabeça de cada um, mas a gente tem que ficar muito atento. Então, como eu disse, a hora que você sair nomeie quem está olhando quem. Isso é muito importante você está no aglomerado tem que dizer ‘eu estou responsável por fulano você está responsável por cicrano’. Isso tem ser dito em voz alta para que cada um saiba por quem ele está olhando, E uma pessoa olhando os seis não vai dar certo. O  ideal é um adulto e uma criança, por uma questão de segurança”.

Muito obrigado doutor Eder pelas dicas e conselhos, também agradecemos a mamãe Kassandra que compartilhou um pouquinho da criatividade com a gente. E, claro, a você que esteve ligado no nosso Podcast. Caso tenha ficado com alguma dúvida, basta entrar em contato conosco através do site saude.gov.br ou pelas nossas redes sociais: Facebook.com/Minsaude e pelo Twitter @minsaude.

E você pode participar do nosso programa! Mande sua sugestão de tema e suas dúvidas para o nosso WhatsApp. Teremos muito prazer em fazer o programa com você. Anota aí: nosso telefone é  (61) 99288-9677.

Pode mandar mensagem, ou áudio. E se mandar áudio não esqueça de dizer seu nome, cidade e estado em que você mora. Por exemplo:meu nome é Janary Damacena, sou de Brasília, Distrito Federal.

Repetindo: nosso WhatsApp é 61 99288-9677. Um abraço e não esqueça de cuidar bem dessa galerinha tão especial! 

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