Olá, muito bem vindos todos vocês que separaram dez minutinhos da correria do dia a dia para dar uma Pausa para Saúde. Eu sou Janary Damacena e, juntamente com minha amiga Aline do Valle, na edição de hoje vamos falar a respeito do câncer infantojuvenil. É um tema difícil, nós entendemos! Afinal, descobrir que uma criança ou um adolescente está com uma doença desse tipo é amedrontador. E uma situação angustiante e ninguém da família está preparado para receber uma notícia como essa.
É isso mesmo, Janary. Mas apesar de ser um momento difícil na vida de todas as pessoas envolvidas, os avanços de tecnologia, das pesquisas e os tratamentos estão possibilitando maiores chances de cura quando a doença é descoberta logo no começo. E para a gente poder falar sobre esse assunto, precisamos contextualizar para os ouvintes. Nosso tema foi uma sugestão de profissionais de saúde para chamar a atenção do setembro dourado. E a nossa colega Débora Rocha está aqui no estúdio para explicar pra gente.
Ao longo dos anos, os movimentos de saúde foram estabelecendo cores para cada mês do ano. O objetivo era o de alertar sobre certas doenças, conscientizar a população e divulgar o esforço de diversas pessoas contra essas doenças. Mas isso ocorria de forma isolada, sem uma organização mais ampla e, por causa disso, alguns meses possuem mais de uma cor. Por exemplo, setembro, recebeu a cor amarela representando o suicídio e o dourado para representar a conscientização sobre o câncer infantojuvenil - que abrange crianças de zero até adolescentes de 19 anos. Desta forma, o setembro dourado busca alertar profissionais da saúde, pais, educadores e a sociedade em geral sobre a importância de observar sinais e sintomas sugestivos do câncer infantojuvenil, contribuindo com a sua detecção e tratamento precoces.
Que explicação bacana Débora! Mas vamos passar para alguns dados relevantes sobre este assunto. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, INCA, o câncer é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes no Brasil. Entre 2009 e 2013, a doença foi responsável por, aproximadamente, 12% das mortes na faixa etária de 1 a 14 anos, e 8% de 1 a 19 anos. A estimativa para este ano de 2018, é de que o Brasil chegue à marca de 12.500 novos casos de câncer infantojuvenil.
Esses números são bem elevados mesmo. Mas com os dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde podemos verificar que a quantidade de mortes em decorrência do câncer em crianças e adolescentes, tem diminuído nos últimos anos. Em 2012 foram registradas 2.975 mortes, enquanto em 2016, o número caiu para 2.740.
E você pode estar aí pensando porque nós diferenciamos o câncer infantojuvenil do câncer em adultos, uma vez que os tipos da doença são os mesmos em ambos. Para explicar melhor essa diferença, nós conversamos com a doutora Sima Ferman, que é chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica do Inca.
Doutora, no começo do nosso podcast, nós falamos que para que se tenha uma possibilidade maior de cura, é importante que o câncer seja detectado logo no início. Como podemos ficar atentos aos sinais, principalmente em crianças pequenas que não sabem se expressar direito ou falar?
Bom, nós falamos sobre as diferenças do câncer de adultos para crianças e adolescentes, e também sobre os sinais para detectar a doença. Mas como é o tratamento doutora Sima?
Doutora Sima, antes do programa nós estávamos conversando, e a senhora falou que além do tratamento médico especializado, também é importante não descuidar do cuidado mais humano, do carinho com quem está doente, não é mesmo?
E nesse ponto, eu não posso deixar de falar sobre uma ação muito bonita que a Aline faz para ajudar a aliviar um pouco da dor e a tristeza dessas crianças internadas em hospitais. Na verdade eu não vou falar não, é melhor a gente ouvir ela mesma. E não adianta me olhar envergonhada assim não Aline, conta pra gente sobre essa experiência de ser palhaça.
Legal demais viu Aline, parabéns por essa atitude! Mas o nosso podcast chegou ao fim. Muito obrigado pela participação doutora Sima Fernam e Debora Rocha. Esperamos ter esclarecido a respeito desse assunto, mas vocês podem tirar dúvidas através dos nossos canais de comunicação. Basta entrar em contato conosco através do site saúde.gov.br ou pelas nossas redes sociais: facebook.com/minsaude e pelo twitter, @minsaude.
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