Educação - undefined·03 de novembro de 2017

Participação das mulheres em profissões técnicas vem crescendo em Roraima

<p>Os cursos profissionais na regi&atilde;o registraram quase 120 mil matr&iacute;culas no ano passado</p>

Por Agência do Rádio
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Profissionais com formação técnica na região Norte têm, em média, salário 21,4% mais alto do que as pessoas que não têm essa formação. Os cursos profissionais na região, de acordo com dados do Ministério da Educação, registraram quase 120 mil matrículas no ano passado. O estado de Roraima ainda aparece tímido, com pouco mais de quatro mil matriculados, mas o setor vem mostrando crescimento.

Do total de pessoas na educação profissional no estado, mais da metade das vagas são preenchidas por mulheres. A reitora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima, Sandra Botelho, conta que a maior procura por cursos técnicos na área da saúde ainda é das mulheres, e que informática e cursos de eletrônica já aparecem, aos poucos, como preferência para esse público. Sandra explica que o quadro de funcionários do Instituto é composto por mais de 70% de mulheres, inclusive na reitoria dos três campi.

“Eu acredito que o empoderamento feminino tem tido um alcance muito grande nesses processos decisórios. Isso só revela, cada vez mais, a competência das mulheres.”

Sandra comenta que ainda há um estigma em que as mulheres devem ocupar espaço apenas em atividades relacionadas ao lar e aos cuidados com os filhos, mas que o quadro vem mudando. Um estudo feito pelo setor industrial mostra que, em algumas profissões técnicas, elas já ganham mais do que os homens. Em alguns casos, os salários chegam a ser 41% mais altos do que os deles. A advogada Maria Helena, também membro da bancada feminina na Câmara dos Deputados (PSB-RR), defende que as mulheres tenham mais participação fora de casa.

“Eu entendo que a mulher pode ter uma maior participação no mercado profissional tendo acesso à educação, à formação. Hoje, nós vemos a dificuldade que as mulheres têm mesmo pelo sistema familiar, porque a mulher é responsável pela educação dos filhos, pelo cuidado com os doentes. Então a mulher tem mais dificuldade para sua formação.”

Segundo dados do Senai, as mulheres já representam 25% da força de trabalho na indústria, mas a tendência é que esse número aumente. Em setores como o de farmácia e de equipamentos de informática, a participação delas já é de 45%, em média.

Reportagem, Jalila Arabi.

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