Os amazonenses devem tomar cuidado com a Tuberculose. Em 2016 o estado apresentou o maior coeficiente de mortalidade da doença no País, sendo de aproximadamente quatro óbitos por tuberculose a cada 100 mil casos. Só no ano passado, o Amazonas registrou mais de três mil novos casos da doença. Por isso, toda a população deve estar atenta aos sintomas como a tosse por mais de três semanas, emagrecimento febre vespertina, sudorese noturna e cansaço. A incidência da doença é ainda maior em cidades com grande população, como Manaus, Parintins, Itacoatiara, Itapiranga, entre outras. A gerente do Programa de Tuberculose de Parintins, Ivanira Pimentel, comenta que todos os municípios do estado estão trabalhando em campanhas de conscientização para alertar os moradores sobre os perigos da doença e incentivar o tratamento.
“Primeira coisa, se ela está com sintomas de Tuberculose ela tá muito doente e ela tem que procurar um posto de saúde. Fazer os exames dela, necessários, diagnosticar e iniciar tratamento. O tratamento é muito importante. Esses comprimidos são excelentes. Se o paciente tomar direto, perfeitamente, sem interrupção, ele tem uma cura de 100% da Tuberculose. Então, é importante o paciente iniciar tratamento e finalizar até o sexto mês tomando corretamente.”
Concluir o tratamento é importante porque, mesmo que os sintomas desaparecem nos primeiros meses, o bacilo causador da doença ainda não foi totalmente eliminado e, por isso, se a medicação for interrompida, depois de algum tempo os sintomas retornam. E pior, voltarão mais fortes e resistentes àquela medicação. E aí um tratamento de seis meses, com remédios de uso oral, aumenta para um período indeterminado com medicação injetável. Além disso, ninguém quer transmitir essa Tuberculose mais resistente para as pessoas com quem convive, não é? Tratar a Tuberculose é um ato de cidadania. Um morador de Manaus, funcionário público de 54 anos, que prefere não se identificar por medo do preconceito causado pelo tabu que se tem com a doença, conta como foi que descobriu que estava com Tuberculose.
“Eu estava com uma tosse, uma tosse que não passava. Já estava com uns dois para três meses. E aí houve uma palestra na escola sobre a Tuberculose. Lá eu conheci os sintomas da Tuberculose e eu fiquei preocupado com aquela febre, com aquela tosse, na verdade. A tosse é um dos principais sintomas, né? Uma tosse prolongada, por muito tempo. E aí eu procurei a doutora e ela me deu assistência. Fizemos o exame de escarro e aí, infelizmente, ou felizmente, porque foi uma coisa até bem no início, foi confirmado realmente que eu estava com dois bacilos. E aí nós começamos o tratamento.”
A gerente do Programa de Controle da Tuberculose de Parintins faz um outro alerta: se alguém for diagnosticado com a doença, toda a família que reside com essa pessoa deve também fazer os exames, para verificar se mais alguém foi atingido pelo bacilo. Fique ligado! Tossiu por mais de três semanas, está suando demais à noite? Procure atendimento médico! Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações acesse saude.gov.br/tuberculose.
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