Apesar de estar entre os 357 municípios com risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya, apontados pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, nenhum caso das doenças foi confirmado em Paranaguá, em 2017. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o número de casos suspeitos das três doenças caiu de 17.654, em 2016, para 2.624, em 2017. A coordenadora do Programa da Dengue de Paranaguá, Eliniz Mendes, explica que as condições climáticas foram a principal causa do aumento dos focos.
“Nós tivemos uma seca, uma estiagem grande no mês de setembro e logo em seguida no mês de outubro, houve chuvas intensas aqui no nosso município, então, daí, aqueles ovinhos que estavam lá nos criadouros eclodiram e aí que a gente pode ver que houve maior infestação do mosquito.”
Após a identificação dos criadouros, as ações de combate ao mosquito foram intensificadas. O município realiza, com frequência, mutirões de limpeza e diariamente, agentes de endemias vão para as ruas para realizar visitas e dar orientações à população, que, conforme reforça a coordenadora, tem participação fundamental no combate ao mosquito.
“Sendo que 80% dos criadouros nós encontramos nas residências, que são aqueles criadouros, assim, são os ralos, caixas d’água, atrás da geladeira, aquela caixinha, tanques. Se cada um fizer a sua parte, a gente diminui ainda mais os focos de criadouros do Aedes.”
O gerente do Terminal Portuário, Rodrigo Buffarah Coelho, 38 anos, teve Dengue em janeiro de 2016. Casado e pai de duas filhas, ele conta que sofreu mais de uma semana com os sintomas da doença e que precisou de acompanhamento médico por todo esse período.
“Foi uma semana praticamente inteira de cama. Fraco, sem conseguir levantar, muita dor de cabeça, muita dor no corpo, não aceitava comida nenhuma, então tinha que tomar muita água. E quase todo dia eu fazia exame de sangue controlando as plaquetas, porque as plaquetas despencam.”
Ajude você também nessa luta contra o mosquito. Evite deixar água parada em lugares que podem se tornar criadouros, como caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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