O Paraná irá implantar a metodologia do novo ensino médio já neste ano, em duas turmas da unidade integrada SESI/SENAI, em Maringá. A meta é que 70 alunos utilizem o novo método e cursem o ensino médio em conjunto com o curso técnico de eletromecânica.
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O modelo oferece um currículo integrado por áreas de conhecimento e não mais por disciplinas, e inclui formação técnica que permite aos estudantes iniciarem mais cedo a vida profissional. Os alunos podem escolher uma formação técnica dentro da carga horária do ensino médio regular. Caso obtenha sucesso, ao final dos três anos, o estudante terá o diploma do ensino médio e o certificado do ensino técnico. É o que explica a Gerente de Educação Profissional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Vanessa Frason.
“O novo ensino médio, ele está trabalhando com as cinco ênfases. Então a gente trabalhar a ênfase da formação profissional dentro da própria grade curricular do ensino médio. Ele complementa a carga horária do ensino médio e o aluno sai com a formação técnica junto. Ele é como se fosse um integrado no que nós temos hoje na lei”.
O aprendizado contextualizado e integrado é uma das novidades trazidas pelo novo ensino médio, que começou a ser implementado pelo SESI e SENAI em 2018 em cinco estados – Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás e Espírito Santo – com 226 alunos. A proposta foi relatada pelo diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, que é integrante do Conselho Nacional de Educação. Segundo ele, nenhum país se desenvolveu sem fazer uma grande aposta em educação, ciência, tecnologia, inovação, que são pilares fundamentais de uma agenda de país.
“A expectativa é da população brasileira. É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.
Segundo uma pesquisa do IBOPE de 2016, 72% dos entrevistados são a favor de mudanças no ensino médio, e 70% são a favor de que os estudantes escolham as disciplinas em que irão se aprofundar e possam optar pela formação técnica no ensino médio.
Reportagem, Paulo Henrique Gomes