Ciência & Tecnologia - undefined·26 de outubro de 2018

PARANÁ: Instituto SENAI de Inovação se destaca na área de eletroquímica

<p>Com infraestrutura laboratorial e de recursos humanos, o local realiza pesquisas voltadas para a ind&uacute;stria</p>

Por Agência do Rádio
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Por Marquezan Araújo

Inovação

Fundamental na fabricação de dispositivos úteis, como telefones celulares, por exemplo, a eletroquímica está sempre presente no cotidiano das pessoas. Com a chegada das novas tecnologias, a indústria ganha outra cara na forma de produzir e também precisa se aperfeiçoar nessa área.

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Diante dessa necessidade, o setor industrial brasileiro começou a investir no apoio a empresas que atuam nesse ramo. No Paraná, por exemplo, está localizado o primeiro Instituto de Inovação em Eletroquímica do país. Trata-se do Instituto SENAI de Inovação, que também dá suporte na área de Engenharia de Estruturas.

Com infraestrutura laboratorial e de recursos humanos, o local realiza pesquisas voltadas para a indústria. A ideia é atuar no desenvolvimento de produtos e processos inovadores. O objetivo é aumentar a competitividade e sustentabilidade para diversos segmentos do setor.

Segundo o gerente de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Paraná, Felipe Couto, oBrasil tem uma produção acadêmica forte, porém, esse conhecimento acaba não chegando às indústrias que de fato inovam. Assim, esse defende que os empresários precisam de um apoio logístico para avançar nessa questão.

“Ao trabalhar com pesquisa aplicada, a empresa faz essa ligação entre o conhecimento que está sendo gerado nas universidades com o dia a dia das indústrias”, avalia Couto. “O empresário que busca esse tipo de alternativa encontrará um apoio de ponta que possa ajudar a indústria a fazer isso” completa.

Setores industriais como, alimentos e bebidas, cosméticos, construção civil, automotivo, celulose e papel estão entre os que podem receber o apoio do SENAI referente à área de inovação.

O sistema de inovação abrange várias áreas, entre elas, a de metalmecânico. Nesse ramo, a região Sul conta a empresa gaúcha BruningTecnometal. A companhia aumentou a produtividade em 14%, após investir em inovação tecnológica.

A parceria com o Instituto SENAI de Inovação possibilitou uma simulação computacional, trouxe precisão nos resultados e melhorou a produtividade da empresa.

O analista do Sistema de Produção Bruning, Giovani Locatelli, afirma que agora consegue chegar a um resultado satisfatório, “sendo que antes era tudo um cálculo estimado, podia ou não atender aquele resultado”.

A BruningTecnometal fabrica componentes de peças de veículos, atendendo segmentos automotivos nas áreas rodoviária, agrícola e de construção.

Inovação no Brasil

Apesar de ter subido no ranking do Índice Global de Inovação (IGI), o Brasil ainda se encontra em uma situação sem destaque, ocupando a 64ª posição. Na América Latina, por exemplo, a liderança em inovação segue com o Chile. Nos últimos dois anos, o Brasil ocupava o 69º lugar. No nível global, a liderança da escala continua com Suíça, Reino Unido e os Estados Unidos. A melhor colocação do Brasil já registrada foi em 2011, quando o país ocupava a 47ª.

Dados da última Pesquisa de Inovação (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada a cada três anos, apontam que o percentual de empresas inovadoras que receberam apoio do governo para atividades de inovação aumentou em relação ao período anterior, passando de 34,2%, entre 2009 e 2011, para 40%, entre 2012 e 2014.

No entanto, a principal fonte de suporte financeiro continua sendo o autofinanciamento. Quase 70% das companhias que inovaram em produto ou processo, entre 2012 e 2014, apontaram a escassez de fontes de financiamento como uma das maiores dificuldades para realizar inovação.
 

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