LOC.: As discussões sobre a reforma Trabalhista foram retomadas nesta terça-feira (23) no Senado Federal, depois que a delação dos executivos da JBS Friboi vieram a público na semana passada, colocando em xeque a tramitação da proposta. O senador Cássio Cunha Lima, do PSDB paraibano, entende que a retomada das discussões no Congresso não deve parar, para que os avanços econômicos do país também não fiquem estagnados.
TEC./SONORA: Cássio Cunha Lima, senador da República (PSDB-PB)
“O País é muito maior do que qualquer Governo. O Governo é apenas um dos componentes do funcionamento do país. Até porque o Governo sequer gera riqueza. Quem gera riqueza é quem trabalha, quem produz. Então não podemos jamais confundir o Brasil com o Governo.”
LOC.: Na avaliação de Cássio Cunha Lima, a aprovação da reforma trabalhista é essencial para a retomada do emprego no Brasil e, principalmente, para o estado da Paraíba. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o mês de abril acabou com mais pessoas demitidas do que contratadas no estado. Ao todo, foram mais de 500 vagas de emprego formais perdidas na Paraíba no período.
Para Cássio Cunha Lima, esses dados só mostram como a aprovação da reforma Trabalhista é importante para a economia, independentemente da situação política do Brasil. O parlamentar acredita que o governo deve se envolver mais em áreas essenciais para o país – como saúde, educação e segurança – e deixar com que empresários e funcionários tenham mais liberdade para negociar os termos do trabalho.
TEC./SONORA: Cássio Cunha Lima, senador da República (PSDB-PB)
“Eu, particularmente, acredito que se o estado cuidar dessas áreas essenciais – e algumas outras – e deixar de lado ações que terminam sendo algo da prática de serviços públicos sem qualidade e da prática terrível da corrupção, nós poderemos ter uma melhoria na qualidade do serviço.”
LOC.: O professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo, Hélio Zylberstajn, acredita que aprovação da reforma Trabalhista gerará a confiança necessária para que empresários decidam abrir vagas de emprego.
TEC./SONORA: Hélio Zylberstajn, professor da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP)
“A reforma faz coisas importantes, quando aumenta o espaço da negociação, cria uma oportunidade para que os compromissos entre as partes se acentuem. Isso tem reflexos em rotatividade, em produtividade e lá na frente vai ter reflexos em emprego também.”
LOC.: Antes de a reforma trabalhista ser votada no plenário do Senado, o texto ainda precisa ser discutido e votado nas Comissões de Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais e Constituição e Justiça.
Reportagem, Bruna Goularte