Educação - undefined·29 de dezembro de 2018

PARAÍBA: Professor de Campina Grande se destaca por projeto que desenvolve cultivo de plantas no espaço

<p>Iniciativa contou com a participa&ccedil;&atilde;o de 20 alunos do SESI </p>

Por Agência do Rádio
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Por Aline Dias

Um projeto desenvolvido por um professor de filosofia do SESI de Campina Grande foi destaque no 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, realizado no fim de novembro, em Brasília. Lauro Leal criou um projeto para aprimorar os métodos de cultivo de plantas no espaço, para a alimentação dos astronautas.

Crédito: Divulgação/SESI

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Com a participação de 20 alunos, a iniciativa desenvolveu um protótipo, produzido a partir de uma impressora 3D, que substitui a terra para o plantio. O professor explica que o astronauta leva com ele apenas as sementes e a máquina, portátil, para imprimir o protótipo.

“Esse sistema não utiliza nenhum tipo de substrato físico, sólido, como terra. A planta cresce dentro desse nosso protótipo, ela cresce no ar, estruturada, internamente, no nosso protótipo. Ela é alimentada através de uma fina camada de gás, que a gente coloca dentro, então ela consegue desenvolver absolutamente normal, conservando todo tipo de nutriente que ele tem, ocupando o mínimo espaço”, esclarece.

Além de incentivar os alunos a criarem algo totalmente inovador, o projeto incluiu em seu desenvolvimento diversas disciplinas além de física, robótica e matemática. Os estudantes precisaram se aprofundar na pesquisa e isso fez com que se surpreendessem com a descoberta de tanto potencial. De acordo com Lauro, o projeto teve impactos positivos principalmente para dois alunos, que, por possuírem transtornos de aprendizagem, tinham dificuldades de comunicação.

“Um não falava e o outro até tem condições de falar, mas pela dificuldade que tem de articular algumas palavras, se sentia tão inibido, que preferia não falar. Então a gente só ofereceu a oportunidade e eles quiseram. E depois que eles começaram, difícil era fazer parar”, ressalta.

Melhores práticas pedagógicas 2018
No total, 20 projetos de diferentes estados brasileiros foram homenageados por terem gerado impactos positivos no aprendizado dos alunos. As iniciativas foram consideradas as melhores práticas pedagógicas de 2018 da rede SESI.

Segundo o gerente executivo do Serviço Social da Indústria, Sérgio Gotti, a escola precisa mudar a maneira de ensinar e se tornar mais atrativa para os estudantes. Esse conceito foi base para todos os projetos homenageados, que partiram do STEAM, uma metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos.

“Quando nós pensamos, por exemplo, na nossa indústria, quando nós pensamos no comércio, nos serviços, o que a gente observa é que as profissões que vão vir são absolutamente diferentes do que está acontecendo hoje em dia. E se a escola não se preparar para isso e, principalmente, não preparar o aluno para esse futuro, ela vai se distanciar cada vez mais do aluno, da realidade”, explica.
 

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