Os trabalhos realizados no esforço concentrado para apreciação de feitos envolvendo violência doméstica contra a mulher resultaram na análise de 1.258 processos em todo o Estado da Paraíba. O número foi alcançado em cinco dias de evento, no período de 5 a 9 de março, por ocasião da 10ª etapa da Campanha ‘Justiça pela Paz em Casa’. Conforme os dados disponibilizados pela coordenadora da Mulher em Situação de Violência do Tribunal de Justiça da Paraíba, juíza Graziela Queiroga Gadelha de Sousa, foram 684 audiências, 275 a mais do que as ocorridas em 2017, no mesmo período. O esforço foi responsável, também, por 320 sentenças prolatadas, 369 processos despachados e 55 Medidas Protetivas concedidas. Todos os números cresceram em relação ao ano anterior, quando, durante o mesmo evento, houve 226 sentenças, 318 despachos e 45 Medidas Protetivas. Para a magistrada, os números são significativos e o crescimento mostra o empenho do Judiciário paraibano no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Estado. A Campanha Justiça pela Paz em Casa – Idealizada pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia, a Campanha foi criada em 2015, como um esforço concentrado de julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres, realizado pelos vinte e sete tribunais de justiça. A Campanha ocorre em três etapas, durante três semanas ao longo do ano, que marcam, respectivamente, datas importantes de sensibilização pela igualdade de gênero: o Dia Internacional da Mulher (8 de março); a data de sanção da Lei n. 11.340/2006 / Maria da Penha (7 de agosto); e o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro)
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.